coluna

Louise Barsi: O Jeito Waze de investir - está na hora de recalcular a sua rota

Dólar fecha a R$ 1,7690, cotação mais baixa em sete anos

Resultado foi influenciado pela abertura do capital da Bovespa Holding que impulsionou ingresso de moeda

Paula Laier, da Agência Estado,

26 de outubro de 2007 | 16h41

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 1,7690, em queda de 1,39% em relação aos últimos negócios de quinta-feira. Trata-se do patamar mais baixo em sete anos. O resultado foi influenciado pela abertura do capital da Bovespa Holding que impulsionou o forte ingresso da moeda estrangeira. Veja também:  Papéis da Bovespa estréiam com alta de mais de 30% Economist destaca situação melhor do Brasil sobre emergentes A recuperação das principais bolsas internacionais foi também determinante para o fluxo positivo. O índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera em alta de 0,82% e a Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e internet - sobe 1,72%. No Brasil, a Bolsa opera em alta de quase 3%. Conforme já era esperado, houve grande interesse dos investidores pelas ações da Bovespa Holding. Às 16h40, os papéis sobem mais de 50% e são vendidos a 34,61. Segundo apontou o estrategista-chefe do BNP Paribas no Brasil, Alexandre Lintz, houve grande demanda pelas ações, tanto de estrangeiros quanto de investidores locais. Para Lintz, o resultado dessa operação reflete uma dinâmica muito positiva - que contempla a queda do dólar -, fruto de uma liquidez favorável (dinheiro disponível para negócios) e commodities em alta. "Não haveria essa forte demanda dos investidores internacionais se o cenário de liquidez não estivesse favorável. Ao mesmo tempo, o aumento nos preços de commodities gera riqueza interna, o que dá suporte para a entrada de agentes locais nesse tipo de operação", explicou. Os papéis da Bovespa já abriram em forte alta, superior a 39%, com uma enxurrada de ordens de compra, após um concorrido leilão. Nos primeiros minutos de negociação, as ordens de compras se sucediam em um ritmo frenético, numa velocidade tão grande que a tela parecia tremer. "Os volumes distribuídos foram pequenos e o jeito foi entrar comprando", disse o diretor de uma instituição financeira à editora Sueli Campo, da Agência Estado.  Desde ontem, as corretoras acumulavam pedidos de compra para o papel na abertura dos negócios nesta sexta. O volume negociado pelas ações da Bovespa já equivale a 48,8% do valor levantado na oferta pública de ações, R$ 6,6 bilhões. O IPO da Redecard, que até então era o maior do mercado brasileiro, negociou o equivalente a 41% do valor da oferta inicial, de R$ 4,072 bilhões. Para tentar reduzir a queda do dólar, o Banco Central atuou duas vezes no mercado cambial. Primeiro, realizou leilão de compra no segmento à vista, com taxa de corte de 1,7795. De acordo com informações do mercado, a autoridade monetária aceitou praticamente todas as propostas conhecidas: nove de sete bancos, de um total de dez ofertas apresentadas por essas sete instituições financeiras, que variaram de R$ 1,777 a R$ 1,780. Dez bancos não divulgaram suas propostas. Em seguida, o BC promoveu leilão de swap cambial reverso - quando atua no mercado futuro. O objetivo da operação foi a rolagem do vencimento do dia 1º de novembro. A instituição vendeu o lote integral, de 53,2 mil contratos, divididos em quatro vencimentos distintos, equivalentes a US$ 2,527 bilhões. Mas nem a atuação do BC conteve este movimento.

Tudo o que sabemos sobre:
Mercado financeiroMercado cambial

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.