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Dólar fecha a R$ 2,19 após outra medida do Banco Central

Queda de 0,90% nesta quarta-feira foi a quarta seguida; o fim do compulsório sobre posições vendidas de bancos e o recuo no exterior contribuíram

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

26 de junho de 2013 | 17h22

SÃO PAULO - O dólar negociado no mercado de balcão recuou nesta quarta-feira, 26, pela quarta sessão consecutiva ante o real, sob a influência de fatores internos e externos. O dólar encerrou o dia com baixa de 0,90% no balcão, cotado a R$ 2,1900.

O fim do recolhimento compulsório sobre posições vendidas de bancos no mercado à vista, anunciado na noite de terça-feira, trouxe um viés de baixa para a moeda americana, reforçado pela queda do dólar no exterior em relação a boa parte das divisas com elevada correlação com commodities. A aproximação do final do mês, quando será definida a Ptax para liquidação dos contratos de derivativos cambiais, também influenciou as operações, com agentes que estão vendidos no mercado futuro pressionando pela queda da moeda.

O nível de fechamento do dólar nesta quarta-feira é o mais baixo desde o último dia 18, quando encerrou em R$ 2,1770. Na máxima de hoje, vista às 9h26, o dólar marcou R$ 2,2140 (+0,18%) e, na mínima, às 16h11, atingiu R$ 2,1860 (-1,09%). Perto das 16h30 (horário de Brasília), a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 2,137 bilhões, sendo US$ 1,988 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para julho era cotado a R$ 2,1910, em baixa de 1,13%. Já o dólar pronto da BM&F fechou a R$ 2,1880 (-1,40%), sendo que apenas 13 negócios foram registrados.

Na terça, o Banco Central anunciou o fim do compulsório recolhido em posições vendidas de bancos, no mercado à vista de moedas, superiores a US$ 3 bilhões. A medida colocou abaixo uma das últimas barreiras para os negócios no mercado cambial brasileiro, em um momento em que o dólar muito alto pressiona a inflação brasileira. Embora os bancos mantenham atualmente uma posição comprada - e não vendida - no mercado à vista, a medida do governo foi bem recebida e, segundo profissionais ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, acabou repercutindo na queda da moeda.

Após o Departamento do Comércio dos Estados Unidos anunciar a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do país no primeiro trimestre, para alta de 1,8% - menor que as duas divulgações anteriores e abaixo do aumento de 2,4% previsto por analistas -, o viés de baixa do dólar em relação ao real foi reforçado. "O mercado fez preço em função desta medida do BC, de compulsórios. E lá fora as moedas (commodities) também melhoraram", comentou profissional da mesa de câmbio de um grande banco. "O dólar já caía mais cedo respondendo à medida do BC. Depois que saiu o PIB dos EUA, a moeda perdeu força", acrescentou João Paulo de Gracia Corrêa, gerente de câmbio da Correparti Corretora, de Curitiba.

Como a Ptax que liquidará os contratos derivativos de julho no Brasil será determinada na próxima sexta-feira, profissionais citaram ainda o acirramento da disputa entre comprados (que pressionam pela alta da moeda) e vendidos (que querem a baixa) no mercado futuro. Dados da BM&FBovespamostram que os bancos estão bastante vendidos em dólar no mercado futuro e, por isso, trazem uma pressão adicional de baixa para a moeda neste fim de mês.

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