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Dólar fecha em nova máxima de R$ 4,25; Ibovespa bate máxima com bancos

Moeda americana tem atingido novos patamares desde segunda-feira, quando fechou a R$ 4,21

Denise Abarca, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2019 | 17h19

Pelo terceiro dia seguido, o dólar bate o recorde. Nesta quarta-feira, 27, a moeda americana fechou a R$ 4,2586, enquanto a Bolsa ampliou levemente os ganhos e bateu máximas.

No exterior, o Federal Reserve divulgou seu Livro Bege, sumário das condições econômicas nos EUA, segundo o qual os preços subiram em ritmo modesto nos Estados Unidos nas últimas semanas e as perspectivas, em geral, permaneceram positivas.

O Livro Bege destaca ainda, no mercado de trabalho, que as pressões salariais se intensificaram para cargos de baixa qualificação e que a maioria dos distritos notou problema para encontrar profissionais qualificados. Em Wall Street, os ativos não tiveram reação significativa à divulgação do documento.

Bolsa

No País, a sessão regular do mercado de juros encerrou às 16h com taxas perto da estabilidade, após passarem o dia em alta, na medida em que a moeda se acomodou no nível dos R$ 4,25 após mais um dia de intervenção do Banco Central com venda à vista. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 4,75%, de 4,729% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 passou de 5,981% para 5,99%. A do DI para janeiro de 2027 encerrou em 6,94%, de 6,921%.

Mesmo com a pressão do câmbio, o Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, um termômetro do risco-país, recuava para 123 pontos nesta quarta-feira.

Nas ações, o Ibovespa batia máxima de 107.770 pontos (+0,60%), às 16h18, influenciado pelo setor financeiro. O iFinanceiro, no mesmo momento, também tocou a máxima do dia, em alta de 1,24%. Bradesco PN avançava 2,07%.

Em Brasília, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou que pretende decidir até terça-feira se devolve a medida provisória do programa Verde Amarelo, sem votar no Congresso.

A MP perde a validade se não for votada até 20 de fevereiro pelo Congresso. Parlamentares ligados a centrais sindicais pediram a devolução, classificando a norma como inconstitucional.

No Supremo Tribunal Federal (STF), o relator da Operação Lava Jato, ministro Edson Fachin, votou nesta tarde a favor do amplo compartilhamento de informações da Receita Federal e do antigo Coaf, rebatizado de Unidade de Inteligência Financeira (UIF), com o Ministério Público, sendo desnecessária uma autorização judicial prévia. Dessa forma, o ministro acompanhou o entendimento do ministro Alexandre de Moraes. O relator do caso, ministro Dias Toffoli, votou na semana passada contra a Receita poder encaminhar ao Ministério Público dados detalhados, como imposto de renda e extrato bancário.

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