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Dólar fecha abaixo de R$ 1,70 pela primeira vez desde 1999

Moeda norte-americana registra queda de 1,29% nesta terça - a sétima seguida - e fecha cotada a R$ 1,684

Silvio Cascione, da Reuters,

26 de fevereiro de 2008 | 16h44

O dólar fechou a terça-feira, 26, abaixo de R$ 1,70 pela primeira vez desde maio de 1999, derrubado por operações de investidores atraídos pelos juros relativamente altos do Brasil, por entrada de recursos e pelo bom desempenho dos mercados internacionais. A moeda norte-americana recuou 1,29%, para encerrar o dia a R$ 1,684. Foi a sétima queda consecutiva do dólar - a mais longa série negativa desde novembro de 2005.  Segundo analistas, a principal razão para a baixa do dólar é a diferença entre os juros no Brasil e no exterior, que alimenta as chamadas operações de arbitragem. A taxa básica de juros local é de 11,25 por cento ao ano, enquanto a norte-americana está em 3 por cento.  "Está todo mundo vindo para cá", disse Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy. "Existe uma confiança muito grande na economia brasileira."  O mercado externo também ajudou nesta sessão. Mesmo com dados preocupantes sobre inflação, as bolsas de valores em Nova York operavam em alta de cerca de 1% no meio da tarde.  "A grande dúvida no momento não é se o dólar cairá, mas sim até onde cairá sem se tornar um relevante problema para o qual o Banco Central do Brasil não dispõe de estratégias técnicas", avaliou em relatório o diretor-executivo da NGO Corretora, Sidnei Nehme.  Fim do mês  Segundo ele, os instrumentos que o BC usa atualmente - leilões de swap reverso e de compra de dólares no mercado à vista - não só não evitam a queda do dólar como podem ajudar a alimentá-la.  Quando o BC compra mais do que o excedente de dólares no mercado, explicou o analista em relatório recente, os bancos têm espaço para aumentar suas operações de arbitragem.  Isso explica porque o dólar continuou a cair mesmo com o déficit em transações correntes de janeiro e no saldo semanal da balança comercial. De acordo com Vogeler, o mercado pouco repercutiu essas notícias, que poderiam justificar uma alta da moeda.  O movimento pode se agravar nos próximos dias, quando é definida a taxa de dólar usada no vencimento de contratos futuros. Como muitos agentes estão aumentando as posições vendidas em dólar, pode haver uma pressão adicional para a queda da moeda norte-americana.  "Tem muita gente se defendendo, muita gente vendida, e a Ptax (taxa média do dólar) vai fazer a diferença", comentou o operador.  Nesta sessão, o BC deixou para os últimos minutos de negócios sua compra habitual de dólares no mercado à vista. A instituição definiu taxa de corte a R$ 1,6828 e aceitou ao menos duas propostas, segundo operadores.  Ainda nesta terça-feira, o BC divulga o resultado de uma pesquisa de demanda para avaliar o interesse do mercado em um leilão de swap reverso para rolagem de US$ 1,63 bilhão em contratos que vencem em 3 de março.

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