Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Dólar fecha abaixo de R$ 3,10 pela 1ª vez desde 2015

Entrada de recursos estrangeiros e atuação do Banco Central ajudaram a jogar a cotação para R$ 3,094; Bolsa caiu 0,38% após cinco altas seguidas

Reuters

14 de fevereiro de 2017 | 17h22

O dólar fechou em queda nesta terça-feira, indo abaixo de R$ 3,10 pela primeira vez em mais de um ano e meio, influenciado por fluxo de ingresso de recursos e pela volta da atuação do Banco Central no mercado de câmbio. A moeda americana recuou 0,53%, a R$ 3,094, menor nível de fechamento desde 23 de junho de 2015. Já a Bolsa fechou em queda de 0,38%, aos 66.712,88 pontos, após cinco pregões consecutivos de alta. 

"A percepção é de que há mais um vendedor (BC) no mercado", afirmou mais cedo o economista da consultoria Tendências Silvio Campos Neto. O BC brasileiro voltou a fazer leilão de swap tradicional - equivalentes à venda futura de dólares - para rolagem dos vencimentos de março, vendendo o lote integral de até 6 mil contratos, equivalente a US$ 300 milhões. Com isso, voltou ao mercado com esse tipo de intervenção, feita pela última vez em 30 de janeiro.

Se mantiver esse volume até o final do mês, e vender o lote integral, o BC rolará apenas parcialmente o lote que vence no próximo mês, de US$ 6,954 bilhões.

Segundo operadores, a atuação indicava que o BC não estava preocupado com o nível do dólar, que vem mostrando trajetória de baixa ante o real diante das expectativas de ingresso de recursos externos no País. Segundo operadores, nesta sessão houve esse movimento de entrada, o que ajudou a puxar o dólar para baixo.

"Parece que para o BC, quanto mais baixo (o dólar), melhor. Pode contribuir para cortar um pouco mais a Selic", afirmou o diretor da consultoria de valores mobiliários Wagner Investimentos, José Faria Júnior, referindo-se à taxa básica de juros do país.

Durante a tarde, no entanto, o dólar subiu momentaneamente sobre o real após a presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Janet Yellen, ter alimentado apostas de que o banco central norte-americano pode aumentar os juros mais do que o esperado.

Yellen disse que o Fed provavelmente precisará elevar a taxa de juros em uma das próximas reuniões, embora tenha indicado incerteza considerável sobre a política econômica com a administração do presidente Donald Trump. Ela acrescentou ainda, durante audiência no Senado norte-americano, que adiar aumentos dos juros seria "insensato".

"Ela (Yellen) foi clara ao dizer que não seria inteligente esperar para subir os juros", afirmou o diretor de operações da Mirae Asset, Pablo Spyer.

Com mais juros, os Estados Unidos podem atrair recursos aplicados hoje em outros países, como o Brasil, o que faria o dólar a se apreciar ante o real.

Os juros futuros nos Estados Unidos indicavam chances de 43% de o Fed elevar os juros três vezes, pelo menos, neste ano, frente aos 33% vistos até a véspera.

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