Dólar fecha abaixo de R$1,90 pelo 2º dia e renova mínima

Influenciado pelo fluxo cambial positivo, o dólar comercial manteve-se abaixo dos R$ 1,90 novamente nesta terça-feira, 10, e fechou cotado a R$ 1,8930, em baixa de 0,26% em relação aos últimos negócios de segunda-feira. Trata-se do menor patamar desde 20 de outubro de 2000. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 1,9100 e a mínima de R$ 1,8910. Com o resultado de hoje, o dólar acumula queda de 1,92% em julho e baixa de 11,38% neste ano.O dia negativo em Wall Street, porém, freou a trajetória descendente do dólar. Os principais índices de ações passaram o dia em queda, em meio à preocupação de que a crise no setor imobiliário de risco possa afetar o lucro das empresas. À tarde, a aguardada fala do presidente do banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve), Ben Bernanke, manteve a tensão no mercado. Segundo analistas norte-americanos, ele não trouxe novidades que pudessem tirar a ansiedade dos investidores sobre o rumo do juro. A moeda norte-americana já havia fechado abaixo de R$ 1,90 na segunda-feira, mas a sessão teve volume muito abaixo do comum com o feriado em São Paulo.No final da sessão, o Banco Central voltou a realizar um leilão de compra de dólares no mercado à vista, mas a operação não teve força para elevar a cotação da moeda. Para Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy, o BC está numa queda-de-braço, mas acrescentou: "não adianta brigar contra fluxo". A autoridade monetária definiu corte a R$ 1,8958 no leilão e aceitou, segundo operadores, ao menos dez propostas.

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