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Dólar vai a R$ 4,18, segundo maior valor de fechamento desde o Plano Real

O Ibovespa ampliou a queda em pregão que já vinha sendo marcado desde os primeiros negócios pelo mau humor dos investidores

Agência Estado, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2019 | 17h39

O dólar à vista fechou esta quarta-feira, 13, no segundo maior valor de nominal de fechamento desde o Plano Real, em R$ 4,18. O valor perde apenas para 13 de setembro de 2018, com R$ 4,1998. A alta de 0,46% desta quarta acontece em meio a notícias de que as negociações comerciais entre China e Estados Unidos "travaram", por relutância de Pequim em comprar mais produtos agrícolas americanos.

Com a publicação da notícia, dada por fontes envolvidas nas conversas, a moeda americana bateu máximas e o Ibovespa ampliou a queda em pregão que já vinha sendo marcado desde os primeiros negócios pelo mau humor dos investidores, ainda influenciados pelos eventos políticos na América Latina, em especial, no Chile.

Apesar de bater em R$ 4,19 na máxima hoje, profissionais de câmbio relatam que não há "disfuncionalidade" no mercado de câmbio, ou seja, não haveria motivos para o Banco Central fazer intervenções mais agressivas. Já no mercado chileno, o dólar teve outro dia de alta forte e já acumula valorização de 6% somente esta semana, levando o BC local a anunciar intervenção de US$ 4 bilhões a partir desta quinta-feira. Com as limitações de tamanho e liquidez do país vizinho, investidores internacionais buscam proteção no Brasil e pressionam câmbio para minimizar perdas.

Os juros futuros de longo prazo tiveram alguma volatilidade com os eventos externos, mas em menor grau do que o nervosismo observado no mercado de câmbio e na Bolsa, que chegou, na mínima do dia, perto do piso dos 105 mil pontos (105.260,40). Declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Congresso americano foram bem recebidas nas mesas de renda fixa, respondendo por momentos de alívio nos vencimentos longos à tarde.

Entre as commodities, o petróleo fechou em alta, em meio a relatos de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) projetaria aumento na demanda em 2020. Com os mercados já fechados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no início da noite que a negociação com Pequim "está avançando bem rápido".

Bolsa

O Ibovespa não conseguiu se isolar do sentimento de instabilidade política na América Latina, que acentua a alta do dólar frente a moedas desses emergentes, e fechou mais um dia em queda. Os ventos favoráveis vindos de seus pares no exterior, assim como o decorrente da alta nas cotações do petróleo, foram suficientes apenas para limitar perdas do principal índice da B3.

No meio da tarde, porém, relatos de que as negociações entre Estados Unidos e China teriam travado de novo levaram os índices em Nova York a mudar de direção, pontualmente, e o indicador do mercado acionário local à piora. A mínima do dia foi de 105.260,78 pontos. O Ibovespa acabou mostrando alguma melhora perto do encerramento do pregão e fechou em baixa de 0,65%, aos 106.059,95 pontos.

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