Dólar fecha em alta, a R$1,831, com incerteza no exterior

A volatilidade internacional dominou o mercado de câmbio nesta quinta-feira, com o dólar fechando em leve alta frente ao real após um aumento da aversão ao risco por conta dos persistentes problemas fiscais na Grécia.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

25 de fevereiro de 2010 | 16h40

A moeda norte-americana subiu 0,27 por cento, a 1,831 real. Na máxima do dia, pela manhã, o dólar chegou a atingir 1,839 real, mas perdeu força no fim da tarde, com uma leve melhora no ambiente internacional.

A agência de classificação de risco Moody's alertou que, somente se conseguir colocar em prática o plano fiscal, a Grécia terá seu rating estabilizado. Na véspera, a Standard & Poor's já havia afirmado que o país pode sofrer uma redução da nota de sua dívida soberana dentro de um mês.

Além disso, a situação da Grécia foi vista com ceticismo por inspetores da União Europeia, que avaliam a capacidade do país em cumprir a meta de redução do déficit.

Cauteloso, parte do mercado preferiu se desfazer de ativos mais arriscados, como ações, moedas de países emergentes e commodities. As principais bolsas de valores passaram o dia em terreno negativo, apesar de alguma melhora de Wall Street no final da tarde, e o índice Reuters-Jefferies de matérias-primas recuava mais de 1 por cento.

"Os emergentes todos estão piores. A moeda da Austrália, por exemplo, também está ruim", disse Carlos Allievi Jr., gestor da Infinity Asset. O dólar australiano ainda caía 0,7 por cento no fim da tarde, apesar da melhora internacional, que colocava o euro perto da estabilidade ante o dólar.

Pesou também sobre o mercado global o aumento inesperado dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos na semana passada. As solicitações subiram de 474 mil para 496 mil.

Allievi comentou que a taxa de câmbio também pode ter sido influenciada no final da sessão pelo vencimento de contratos futuros da BM&FBovespa, que ocorre na sexta-feira, último dia útil do mês.

A maior parte da rolagem, contudo, deve ser realizada na primeira metade da próxima sessão, avaliam profissionais de mercado.

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