Dólar fecha em alta com tensões no exterior e eleições

Moeda norte-americana subiu 1,27% e encostou em R$ 2,47

Clarissa Mangueira, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 17h07

O dólar terminou a sessão em alta nesta terça-feira, impulsionado pelas preocupações com o enfraquecimento econômico global e as incertezas sobre as eleições, após pesquisas confirmarem um empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). No fim do dia, o dólar à vista subiu 1,27%, a R$ 2,4690. O volume de negócios no mercado à vista totalizou US$ 874,1 milhões. 

No início da sessão, dados da inflação da zona do euro reforçaram as preocupações recentes com o enfraquecimento das economias ao redor do mundo. A Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia, disse que a inflação anual na zona do euro ficou em 0,3% em setembro, o menor nível desde outubro de 2009, muito abaixo da meta oficial de inflação, que é de taxa ligeiramente inferior a 2,0%. O resultado reforçou expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) volte a usar instrumentos não convencionais de estímulos.

Os dados provocaram forte queda das bolsas na Europa e nos EUA, mas o mau humor foi amenizado durante a manhã, à medida que os investidores foram digerindo indicadores do mercado de trabalho e da atividade industrial melhores que o esperado nos EUA. Comentários de um membro do Federal Reserve (Fed) também ajudaram a amenizar as perdas.

Segundo o Departamento de Trabalho dos EUA, o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu para 264 mil na semana passada, o menor nível desde abril de 2000. Além disso, a produção industrial da maior economia do mundo surpreendeu, ao avançar 1,0% em setembro ante agosto, quando a previsão era de uma alta mais modesta, de 0,4%.

Os números positivos dos EUA levaram as taxas de juros dos Treasuries a apagarem as perdas registradas antes da divulgação dos relatório e passassem a subir, além de impulsionar o dólar ante outras divisas internacionais, como euro e o iene.

Sobre o cenário eleitoral no Brasil, as sondagens de Ibope e Datafolha, divulgadas na noite de ontem, mostraram manutenção do empate técnico entre o tucano e a presidente Dilma Rousseff (PT), com 51% e 49% dos votos válidos, respectivamente. Entretanto, a rejeição de Aécio subiu e a aprovação do governo Dilma teve leve melhora. Ainda hoje ocorre o segundo debate do segundo turno, no SBT.

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