Dólar fecha em alta de 0,24% por tensão no exterior

O temor de uma recessão nos Estados Unidos voltou a assustar os investidores. Dólar foi cotado a R$ 1,6840

Da Redação,

07 de março de 2008 | 16h28

A momentânea desaceleração das quedas das bolsas à tarde combinada com um fluxo financeiro positivo trouxeram alívio ao mercado cambial, mas as cotações não chegaram a recuar em nenhum momento nesta Sexta-feira. O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6840, em alta de 0,24%. O temor de uma recessão nos Estados Unidos voltou a assustar os investidores, após o payroll (vagas de trabalho que ficaram disponíveis) de fevereiro dos EUA, que mostrou queda de 63 mil vagas, após retração de 22 mil em janeiro. A retração na oferta de emprego em janeiro foi a primeira em quatro anos. Diante disso, alguns analistas norte-americanos já consideram que o país entrou em um período de recessão.  Veja também: Economia dos EUA claramente tem desacelerado, diz Bush Bolsas européias encerram a semana em baixa FMI: emergentes divergiram da crise, mas não descolaram Assessor de Bush admite que PIB pode estar em queda ESPECIAL: Preço do petróleo em alta Livro Bege confirma desaceleração nos EUA Evolução do preço do dólar  Entenda a crise nos Estados Unidos   O presidente norte-americano, George W. Bush, está preocupado com o desaquecimento da economia do país. "Eu sei que os americanos estão preocupados com nossa economia, eu também estou", disse Bush a repórteres. "Está claro que nossa economia desacelerou, mas a boa notícia é que nós antecipamos isto e tomamos ações decisivas para impulsionar a economia, aprovando o pacote de crescimento que colocará dinheiro nas mãos de trabalhadores e negócios norte-americanos."  O principal economista da Casa Branca já havia admitido nesta sexta-feira que o crescimento econômico dos Estados Unidos será muito mais fraco - talvez até negativo - no primeiro trimestre, mas deve se recuperar durante o verão (no hemisfério Norte), quando o pacote de estímulo de US$ 152 bilhões, divulgado recentemente, produzir resultados. "Vamos ter um trimestre de fraco crescimento, se vamos chamar de recessão ou não é algo que ainda não saberemos" por meses, disse Edward P. Lazear, presidente do conselho de assessores econômicos (CEA, na sigla em inglês) do presidente George W. Bush.  Lazear disse a repórteres na Casa Branca não saber se o crescimento será negativo ou não no primeiro trimestre, mas indicou que a previsão de crescimento para o período foi rebaixada. Keith Hennessey, diretor do CEA, afirmou que será uma preocupação se o crescimento for negativo ou apenas ligeiramente positivo. Tanto ele quanto Lazear estão otimistas de que o plano de estímulo vai ajudar a colocar a economia de volta nos trilhos. "Esperamos ver crescimento forte no verão", disse Lazear.

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