Dólar fecha em alta pela 2a sessão com queda nas bolsas

O dólar fechou em alta pela segundasessão consecutiva nesta terça-feira, seguindo o fluxo de saídada divisa em dia de mau humor nas bolsas. A moeda norte-americana subiu 0,95 por cento, a 1,705 real.O dólar voltou a fechar acima de 1,70 após três semanas abaixodo patamar. Segundo Mario Battistel, gerente da Fair Corretora, omercado cambial doméstico está seguindo o movimento do dólarfrente a outras moedas no mundo e o cenário pessimista dasbolsas. "Hoje tem a bolsa realizando bastante, e o dolar está sevalorizando frente a várias outras moedas", afirmou o gerente. A Bovespa operava em queda de mais 2 por cento, enquantonos Estados Unidos o mercado acionário tinha um desempenhopífio. No mercado externo, o dólar tinha sua maior alta em quaseum mês frente ao euro com expectativas de que o Federal Reserveirá sinalizar o fim do ciclo de cortes no juro norte-americano. Na quarta-feira, o Fed irá decidir o futuro sobre a taxabásica de juro norte-americana. Os cortes acumulados de 3pontos percentuais no juro dos Estados Unidos desde meados desetembro do ano anterior têm pressionado o dólar a níveisrecordes de baixa.Para Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio do BancoPaulista, a alta da moeda frente ao real nesta terça-feirasegue ainda o fluxo negativo iniciado na sessão da véspera,quando o dólar subiu 1,32 por cento. "Os primeiros negócios foram reflexo do fluxo negativo deontem... e teve uma grande saída de uma empresas de celulose epapel", disse o operador, lembrando que o dólar encontrou aindamais espaço para se valorizar com o fraco desempenho dasbolsas. Na segunda-feira, o Banco Central anunciou que o paísregistrou em março o maior déficit em transações correntes parao mês da história, de 4,429 bilhões de dólares. De acordo com a autoridade, as remessas de lucros edividendos para o exterior somaram 4,345 bilhões de dólares nomês passado, maior valor mensal já registrado. Na última hora de negócios o Banco Central realizou emleilão de compra de dólares, definindo a taxa de corte a 1,7073real. (Edição de Alexandre Caverni)

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