Dólar fecha em alta puxado por CPMF e cenário externo

A moeda norte-americana encerrou a sessão com valorização de 0,45%, a R$ 1,7820

Reuters,

13 de dezembro de 2007 | 16h42

O dólar fechou em alta nesta quinta-feira, 13, influenciado pela rejeição da CPMF no Senado e pelo mau humor nos mercados externos. A moeda norte-americana encerrou a sessão com valorização de 0,45%, a R$ 1,7820. O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira refletindo a preocupação dos investidores com a reação do governo após a derrubada da CPMF no Senado na madrugada desta quinta-feira.   Veja também:   CPMF: da origem ao fim  Governo anuncia pacote pós-CPMF na semana que vem, afirma Mantega Plano B pode ser aumentar IOF e cortar despesas Senado derruba CPMF. Dê sua opinião   Governo sai derrotado e Senado derruba prorrogação da CPMF  Analistas disseram que o mercado deve acompanhar de perto os próximos passos para avaliar o tamanho do impacto sobre as contas do governo. A jornalistas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que o fim da CPMF não compromete a manutenção do atual superávit primário - arrecadação menos as despesas, exceto o pagamento de juros. No exterior, o mal-estar era motivado pela incerteza dos investidores em relação à eficácia das medidas anunciadas pelos bancos centrais na véspera. Também causou desconforto a inflação no atacado nos Estados Unidos, que teve em novembro a maior alta em 34 anos. "As bolsas entenderam a ajuda dos bancos centrais como um sinal de que muitos bancos podem estar com dificuldades" devido ao aperto do crédito global, disse Reinaldo Bonfim, diretor da Pioneer Corretora. A alta do dólar, porém, foi comedida diante das condições adversas do mercado por conta da contínua entrada de dólares no país. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), por exemplo, caía mais de 3% à tarde. Segundo Bonfim, o fluxo positivo tem tido recentemente um papel significativo em segurar valorizações pontuais da moeda norte-americana. Outros operadores confirmaram que o fluxo de entrada foi decisivo para conter a alta do dólar. "Contra fluxo não há argumento... é ele que dita o ritmo", disse Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora. No final da sessão, a moeda ainda ampliou levemente a alta após um leilão de compra de dólares feito pelo Banco Central no mercado à vista.

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