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Dólar fecha em baixa, mas se sustenta acima de R$ 1,90

Bom desempenho das bolsas de Nova York impulsiona Bovespa e dá fôlego para a queda da moeda

SILVIO CASCIONE, REUTERS

13 de setembro de 2007 | 16h48

O dólar caiu pela terceira sessão consecutiva nesta quinta-feira, influenciado pelo desempenho positivo das bolsas de valores e pelo ingresso de moeda no País.  Mas, mesmo sem uma esperada atuação do Banco Central, a moeda norte-americana manteve-se acima de R$ 1,90 - fechando em queda de 0,26%, a R$ 1,904. Em setembro, o dólar acumula queda de quase 3%.  O desempenho consistente de Wall Street impulsionava a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e aumentava a disposição dos investidores estrangeiros. Isso deu fôlego para o recuo do dólar, que chegou a cair abaixo de R$ 1,90 durante os negócios pela primeira vez desde 8 de agosto.  "No exato momento em que a bolsa começa a puxar (para cima), o pessoal começa a abandonar um pouco o dólar. Se a bolsa começa a subir, começa a entrar dinheiro", disse José Roberto Carreira, gerente de câmbio da corretora Novação.  De acordo com Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy, no entanto, o dólar encontrou uma espécie de piso temporário.  "É o próprio patamar de mercado mesmo. Uns querem dar uma testada (e estimulam a queda do dólar), outros acham que R$ 1,90 está bom e vão lá comprar", disse Vogeler.  Isso ocorreu mesmo com a ausência do Banco Central, que desde o aumento da volatilidade no exterior, há um mês, não faz leilões de compra no mercado à vista. Isso contrariou a expectativa de muitos agentes, que esperam a volta da autoridade monetária às compras diárias.  "Este parece ser o momento do Banco Central... retomar a sua política de leilões diários de compra visando aumentar as reservas cambiais do País (e) para dar suporte ao piso de R$ 1,90", afirmou Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora.  Para Vogeler, se o dólar "não cair forte abaixo de R$ 1,90", o BC vai continuar sem atuar.

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