ADEK BERRY/AFP
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Dólar fecha em queda após decisão do BC dos EUA

Percepção de melhora na economia americana contribuiu para baixa de 0,15% da moeda, para R$ 3,26; já a Bovespa subiu 0,12%

Silvana Rocha, Paula Dias, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2016 | 18h37

O dólar oscilou 1% num intervalo de 1h20 após o anúncio da decisão e do comunicado da reunião de política monetária do Federal Reserve, feito às 15 horas. No fechamento, a moeda americana estava em baixa de 0,15%, aos R$ 3,2672.

A moeda norte-americana chegou a subir até uma máxima de R$ 3,2932 (+0,65%) por volta das 15h, reagindo à manutenção dos juros nos Estados Unidos e à constatação do Fed de que as incertezas de curto prazo diminuíram. A taxa dos Fed Funds foi mantida na faixa de 0,25% a 0,50% e a de redesconto, em 1% ao ano. Em seguida, porém, a moeda americana passou a cair e chegou a atingir uma mínima intraday, aos R$ 3,2607 (-0,35%) por volta das 16h20. 

A inversão de sinal para baixo respondeu à percepção de que o Fed apontou uma melhora na perspectiva da economia americana, porém, deixou em aberto o momento da retomada do aperto monetário, disse Jefferson Rugik, diretor da Correparti.

Já o fortalecimento pontual, à tarde, refletiu a visão de uma parcela de analistas do mercado de que os juros poderiam subir neste ano, possivelmente no curto prazo, na reunião de setembro.

A falta de previsão clara de alta dessas taxas somada à possibilidade de adoção de estímulos fiscais e monetários pelo governo e o Banco Central do Japão, que se reúne nesta sexta-feira, amparam expectativas de possível migração de capital estrangeiro para os mercados emergentes, como o Brasil, disse um profissional de uma corretora. 

Além disso, a mesma fonte destacou a aposta do mercado, após a ata da Copom, de que o Banco Central poderá manter a taxa Selic inalterada em 14,25% ao ano por mais alguns meses. "Com esse nível de juro básico, o diferencial de juros interno e externo continua bem favorável ao Brasil e pode atrair capitais, apesar das incertezas no cenário econômico e fiscal doméstico", avaliou. 

Bolsa. Também com a sinalização do Fed, a Bovespa, que operou em terreno positivo durante todo o pregão, fechou em alta de 0,12%, aos 56.852,84 pontos.

Entre as ações que compõem o índice, as maiores altas foram de Usiminas PNA (+8,88%), Gerdau Metalúrgica PN (+4,51%) e Gerdau (siderúrgica) PN (+4,21%). Vale ON e PNA avançaram 2,71% e 3,36%, respectivamente. Na contramão estiveram as ações da Petrobras, que caíram 1,02% (ON) e 3,11% (PN), acompanhando as fortes perdas dos preços do petróleo nas bolsas de Nova York e Londres.

Entre as empresas que divulgaram balanço trimestral, destaque para Weg ON, que subiu 4,11%. A empresa, fabricante de equipamentos, manteve resultados próximos aos verificados no trimestre anterior, o que foi considerado positivo diante do cenário adverso. No pregão de hoje, foram movimentados R$ 6,96 bilhões, valor próximo da média do mês. Com o resultado desta sessão, o Ibovespa passa a acumular alta de 10,34% em julho e de 31,15% no acumulado do ano

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