JF Diorio/ Estadão
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Dólar fecha em queda com exterior mais calmo

Após uma terça-feira de estresse no mercado internacional em razão do coronavírus, a quarta-feira foi de certo alívio

Luís Eduardo Leal, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 19h19

O dólar teve dia de queda e terminou em R$ 4,1753, em baixa de 0,71%. Profissionais de câmbio relatam que os investidores aproveitaram o dia mais tranquilo no exterior, com a moeda americana caindo em vários mercados emergentes, para corrigir os excessos da véspera, quando a divisa bateu em R$ 4,20, fechando no maior nível em quase 50 dias.

Captações externas também trouxeram certo alívio ao mercado. O Bradesco fechou nesta quarta-feira, 22, emissão de US$ 1,6 bilhão, com demanda chegando a US$ 4,5 bilhões. Com isso, o real foi uma das moedas que mais ganhou força ante o dólar em uma cesta de 34 dividas, atrás do rand da África do Sul e do peso da Colômbia. O dólar futuro para fevereiro terminou em baixa de 0,74%, a R$ 4,1840.

Após uma terça-feira de estresse no mercado internacional, por conta do temor de disseminação internacional do novo tipo de coronavírus, que fez várias vítimas na China, a quarta-feira foi de certo alívio, sobretudo após autoridades em Pequim e em outros países sinalizarem que estão sendo feito esforços para evitar a propagação da doença, que já fez 17 vítimas no país asiático.

O ambiente externo ainda incerto deve manter o dólar ao redor de R$ 4,00 pela frente, avalia o economista-chefe para Brasil do Citi, Leonardo Porto, em relatório. A rápida acomodação do potencial de conflito entre Irã e EUA e a assinatura do acordo comercial fase 1 entre a Casa Branca e Pequim foram positivos para as moedas de emergentes. Para maior apreciação do real, o economista observa que será preciso evidências adicionais de que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) está se acelerando, além do avanços da agenda de reformas de Jair Bolsonaro.

Bolsa

Após queda de 1,54% no dia anterior, que o levou a quase escorregar dos 117 mil pontos, o Ibovespa teve recuperação acentuada na última hora de negócios desta quarta-feira, encerrando bem perto da máxima da sessão, em alta de 1,17%, a 118.391,36 pontos, mesmo com a perda de ímpeto em Nova York.

O giro financeiro totalizou R$ 22,5 bilhões, em sessão na qual o índice oscilou entre mínima de 117.035,48 e máxima de 118.400,98 pontos, atingida nos instantes finais. Na semana, a referência reduziu a perda a 0,07% e, no mês, avança 2,37%.  Na segunda, o principal índice da B3 renovou máxima histórica, a 118.861,63 pontos, no fechamento - o desta quarta foi o terceiro maior de que se tem registro, superado também pelo do último dia 2, então a 118.573,10 pontos.

Depois de perdas acentuadas no dia anterior, a ação da Vale fechou a quarta-feira em alta moderada, de 0,48%, enquanto a preferencial de outro peso-pesado, Petrobras, seguiu em terreno negativo (-1,11% na PN, com ON estável), em dia de forte correção nos preços do petróleo, com os contratos futuros da commodity em queda acima de 2%. Entre as componentes do Ibovespa, destaque absoluto para a Usiminas, em alta de 13,93% no fechamento, após o Bradesco BBI colocar a ação como "top pick" do setor de siderurgia - a empresa anunciou na terça-feira aumento de mais de 10% a partir de março para a rede de distribuição. A ação da CSN foi a de segundo melhor desempenho, em alta de 6,96% no encerramento.

De ontem para hoje, em nível global, houve moderação do temor quanto ao potencial de disseminação de nova variedade do coronavírus, que causou até o momento 17 mortes na China, ante 550 casos de infecção confirmados. No Brasil, a primeira suspeita da doença chegou a ser confirmada nesta quarta-feira, em Belo Horizonte (MG), pela secretaria estadual de Saúde: uma mulher de 35 anos que esteve em Xangai. Mais tarde, o Ministério da Saúde negou a informação, com base no fato de que a pessoa não esteve em Wuhan, cidade onde surgiu a doença. / Colaboraram Niviane Magalhães e Monique Heemann

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