Dólar fecha em queda, cotado a R$ 1,7810

Investidores estão atentos à decisão do banco central americano, que define na quarta nova taxa de juros

Agência Estado,

29 de janeiro de 2008 | 16h25

O dólar comercial encerrou o dia com pequena queda de 0,17%, negociado no patamar máximo do dia, em R$ 1,7810. Com o resultado de hoje, a moeda norte-americana acumula alta de 0,34% em janeiro. Durante o dia, o dólar oscilou até a mínima de R$ 1,7720. Na Europa, as ações fecharam em alta à espera da decisão do banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve) sobre um possível corte na taxa. A decisão sai nesta quarta-feira, 30, e as expectativas apontam para uma nova redução, desta vez de 0,5 ponto porcentual. Se confirmado, o juro cairia para 3% ao ano. Na semana passada, em decisão surpreendente, o Fed reduziu o juro de 4,25% ao ano para 3,5% ao ano. "O crescimento ainda está claramente desacelerando e de uma perspectiva de garantia, assim como para evitar qualquer desapontamento ao mercado, ainda esperamos que o Fed decida por um corte de 0,50 ponto porcentual amanhã", disse Rob Carnell, economista do ING Financial Markets.  Em Londres, o índice FT-100 subiu 96,3 pontos (1,66%) e fechou com 5.885,2 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 93,15 pontos (1,92%) e fechou com 4.941,45 pontos; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax subiu 74,11 pontos (1,09%) e fechou com 6.892,96 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 subiu 219,90 pontos (1,69%) e fechou com 13.246,60 pontos; em Milão, o índice S&P/MIB avançou 331 pontos (0,97%) e fechou com 34.565 pontos; em Lisboa, o índice PSI-20 subiu 271,10 pontos (2,44%) e fechou com 11.359,42 pontos. Repercussões na França As ações do Société Générale (SocGen) subiram fortemente no início da tarde em meio a especulações de que o rival doméstico BNP Paribas poderia lançar uma oferta sobre o banco envolvido em escândalo. O BNP Paribas se recusou a fazer comentários. Às 13h55 (horário de Brasília), as ações operavam em alta de 10,67%, cotadas a 78,63 euros (US$ 115,90). O analista do Credit Suisse, Guillaume Tiberghien, afirmou que a oferta pode ser uma conseqüência. "Mas nós não arriscaríamos muito neste momento por causa das incertezas em relação ao poder de ganho e ao controle de risco do grupo." "A alta das ações com certeza está ligada aos rumores sobre a fusão, mas eu não acredito em uma transação no curto prazo. As ações do SocGen vão permanecer voláteis nos próximos dias, especialmente com a emissão que está por vir", afirmou outro analista de Paris. A queda do valor do SocGen fez crescer as especulações de uma possível junção com o parceiro francês, possivelmente para impedir que o banco caia nas mãos de um predador estrangeiro. O Wall Street Journal informou que o BNP Paribas está preparando uma oferta e o Financial Times relatou que o SocGen tem uma reunião de conselho programada para quarta-feira. O BNP Paribas é conhecido por ser oportunista. A instituição agiu rapidamente para comprar o banco italiano Banca Nazionale del Lavoro por 9 bilhões de euros em 2006, preparando sua oferta apenas 10 dias depois de os planos de fusão do espanhol Banco Bilbao Vizcaya Argentaria ter encontrado obstáculos regulatórios. O BNP fez uma oferta hostil pelo Paribas e pelo SocGen em 1999. Na época, apesar de ter ganhado o Paribas, o SocGen escapou.  Mercado no Brasil A extensão da crise norte-americana e os efeitos que ela pode ter sobre outras regiões do mundo continuam como incertezas para os investidores. O resultado disso é a oscilação do preço dos ativos. Como sempre acontece em períodos de oscilação, qualquer número divulgado pela economia dos EUA mexe com o humor dos investidores. Nesta terça foi a divulgação do relatório de encomendas de bens duráveis dos EUA. O Departamento do Comércio dos EUA informou que o indicador de encomendas de bens duráveis cresceu 5,2% em dezembro. A previsão era de um crescimento de 2,1%. Contudo, segundo analistas, apesar de indicar uma atividade econômica mais aquecida do que o esperado, não deverá impedir o Fed de cortar o juro nesta Quarta-feira.  No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 1,39%. Nos Estados Unidos, as também operam em alta à espera do Fed. O índice Dow Jones sobe 0,56% e a Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e internet - opera com leve alta de 0,07%.  

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