Dólar fecha em queda em sessão de muita oscilação

A moeda norte-americana caiu 0,40%, e fechou cotada a R$ 1,7250

Fabio Gehrke, da Reuters,

26 de março de 2008 | 16h32

O dólar comercial fechou em queda nesta quarta-feira, 26, em uma sessão de muita oscilação, acompanhando os movimentos da Bolsa de São Paulo (Bovespa) em meio às contínuas preocupações com saúde do sistema financeiro norte-americano. A moeda norte-americana caiu 0,40%, e fechou cotada a R$ 1,7250 - patamar mínimo do dia. O dólar caiu pela segunda sessão consecutiva, mas ainda acumula alta de mais de 2% neste mês. Na parte da manhã, o dólar chegou a operar em alta de 0,69% seguindo o mal humor dos mercados externos. "A aversão ao risco é um negócio que tira um pouco a racionalidade dos mercados", afirmou Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, ressaltando que a incerteza internacional gera esta volatilidade nos mercados. Segundo Licinio Silva Neto, diretor da Hencorp Commcor Corretora, o dólar está bem incerto. "(Hoje) teve um pouco de fluxo negativo e lá fora as bolsas estão caindo", disse o diretor sobre as forças que impulsionavam o dólar. "Em contrapartida tem a arbitragem (diferença entre o juro interno e externo) e isso faz sustentar esse câmbio (em queda) hoje em dia", acrescentou Silva Neto. Ele lembrou que, com o alto diferencial entre as taxas de juro doméstica e as externas, junto com o bom momento que o país atravessa, "os estrangeiros vêm para o Brasil com uma segurança muito grande". BolsasNos Estados Unidos, os principais índices acionários apresentavam números vermelhos, enquanto que a bolsa paulista operava em território positivo impulsionada pelas ações da Vale e da Petrobras . "O pessoal gostou do fim das negociações da Vale com a Xstrata, o risco era muito grande", disse Silva Neto. Às 16h42, a Dow Jones cai 1,06%. A Nasdaq recua 0,99%. A Bovespa opera em alta de 0,15%. No início da tarde, o Banco Central realizou um leilão de venda de contratos de swap cambial reverso, em uma operação equivalente a US$ 2,046 bilhões, tendo como objetivo a rolagem de um lote de contratos com vencimento em 1º de abril. Neste tipo de contrato, o mercado ganha quando a variação do juro supera a do câmbio. O BC ainda realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, definindo a taxa de corte a R$ 1,7378.

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