Dólar fecha em queda forte e Bolsa sobe

O clima de euforia tomou conta do mercado financeiro depois das notícias positivas divulgadas hoje. O destaque ficou por conta da revisão da perspectiva dos ratings (nota) soberanos do Brasil de "estável" para "positivo". A avaliação foi feita pela agência de classificação de risco Moody´s e foi divulgada logo no início da tarde. Segundo apurou o correspondente em Nova York, Fábio Alves, a perspectiva "positiva" foi motivada pela resistência crescente do Brasil a choques e ao contágio regional. Logo após o anúncio, os mercados já apresentaram reação positiva (veja mais informações no link abaixo)O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,3580 na ponta de venda dos negócios, em baixa de 1,54% em relação às últimas operações de ontem. Esta é a cotação mais baixa desde o dia 7 de janeiro, quando o dólar foi vendido a R$ 2,3300 nos últimos negócios do dia. Com o resultado de hoje, o dólar comercial acumula uma queda de 2,32%.A notícia também teve efeito positivo sobre o mercado de juros. Os contratos de DI futuro com vencimento em outubro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam juros de 18,200% ao ano frente a 18,210% ao ano registrados ontem. Os contratos de swap (troca) de títulos prefixados por pós-fixados com período de um ano pagavam juros de 18,24% ao ano, frente a 18,36% ao ano ontem. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), os negócios terminaram com alta de 1,78% e volume de negócios ficou perto de R$ 750 milhões. No mês, a alta da Bolsa é de 11,72%. No acumulado do ano, 4,68%. As maiores altas do Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa foram as preferenciais (PN, sem direito a voto) do tipo B da Aracruz (4,60%), as ordinárias (ON, com direito a voto) da Tele Celular Sul (4,37%), Ambev PN (4,21%) e Tele Celular Sul ON (3,81%).Nesta quarta-feirta, os investidores também gostaram das declarações do ministro da Fazenda, Pedro Malan, a respeito das perspectivas para as taxas de juros. De acordo com apuração a repórter Adriana Fernandes, o ministro afirmou que "os juros precisam baixar e vão baixar". O primeiro corte da taxa Selic, a taxa de juros da economia, foi decidido em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana passada. A Selic recuou de 19% ao ano para 18,75% ao ano. Amanhã será divulgada a ata desta reunião e os investidores aguardam mais detalhes sobre os motivos que levaram o Comitê a reduzir a taxa, surpreendendo todos os analistas do mercado financeiro. Até o fechamento dos negócios ainda não havia uma decisão sobre o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para os negócios na Bolsa. A votação da proposta, que faz parte da emenda constitucional que prorroga a vigência da CPMF e estabelece a isenção nas operações realizadas na Bolsa, seria realizada ontem, em primeiro turno, pelo plenário da Câmara, mas foi adiada para hoje.Às 18h, os repórteres Nelson Breve e James Allen informaram que o presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), havia chegado ao plenário para presidir a sessão deliberativa. Para ser iniciada a Ordem do Dia, é preciso um quórum de 308 deputados no plenário. No momento em que Aécio assumiu o comando da sessão, apenas 261 deputados haviam registrado a presença no plenário, embora 454 já tivessem registrado a presença na Câmara.Mercados internacionaisEm Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,12%. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registrou queda de 0,85% no final dos negócios.Na Argentina, o índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em alta de 1,71%. A correspondente Marina Guimarães apurou que o dólar fechou em alta, entre 2,22 e 2,30 pesos para a venda, e entre 2,13 e 2,15 pesos para a compra. Ontem, o fechamento ficou numa média de 2,20 para a venda e 2,05 para a compra. O Banco Central não confirmou, obedecendo à sua política interna, mas o mercado informou que o BC interveio com a venda de US$ 53 milhões. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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