Dólar fecha em queda no dia seguinte ao depoimento de Palocci

O dólar comercial fechou em baixa de 0,64% em relação aos últimos negócios de ontem, cotado a R$ 2,1900. A queda da moeda norte-americana aconteceu, como em outros dias, apesar da intervenção do Banco Central, que comprou dólar em leilão à taxa de corte de R$ 2,1860 - mesma taxa do dólar à vista na hora em que o leilão foi anunciado. Segundo um operador, 25 propostas foram apresentadas a taxas entre R$ 2,1840 e R$ 2,1870, e o Banco Central aceitou 23 propostas. O principal fator para uma possível alta das cotações do dólar era a saída do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Contudo, esta possibilidade parece ter sido afastada de ontem para hoje. De acordo com o entendimento dos investidores, pelo menos no curto prazo, o comando da economia permanece nas mãos de Palocci. O ministro se dispôs a uma conversa que estava prevista somente para o próximo dia 22 e mostrou-se tranqüilo e seguro, como é de praxe quando se trata dele. Mais uma vez, convenceu, agradou e as cotações do dólar recuaram durante todo o dia. Além disso, vários analistas políticos e econômicos avaliaram que faltou o presidente Lula dar sustentação ao trabalho feito ontem por Palocci. Eles argumentam que o ministro foi firme e convincente em relação à manutenção da política econômica atual, mas ressalvam que isso precisa ser endossado pelo presidente da República, num momento como o atual. Afinal, com as eleições cada vez mais perto, o presidente poderia estar tentado a afrouxar os princípios que têm sido mantidos por Palocci até agora. Ou seja, as questões que envolvem Palocci ganharam fôlego, mas não se dissiparam: é provável que o ministro ainda tenha que responder a denúncias referentes à sua gestão na prefeitura de Ribeirão Preto e alguns duvidam de que Lula mantenha apoio integral à atual política econômica.

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