Dólar fecha em R$ 2,4680, nível mais baixo em 3 anos

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,4680 na ponta de venda das operações, em baixa de 1% em relação aos últimos negócios de ontem. Trata-se da cotação de fechamento mais baixa desde 16 de maio de 2002. A demanda fraca por dólares, determinada por vários fatores, novamente motivou a queda das cotações da moeda norte-americana. Um destes fatores é o cenário externo tranqüilo. Ontem, o banco central dos Estados Unidos (Fed) reafirmou a sua intenção de alta gradativa dos juros norte-americanos. Com isso, para conseguir ganhos mais expressivos, os investidores continuariam interessados por mercados emergentes. O Brasil é exemplo disso. Os juros estão em patamares extremamente elevados, o que torna muito atrativo o investimentos em ativos no Brasil. A tendência, portanto, é que a entrada de dólares no mercado interno permaneça elevada. , o que tende a depreciar ainda mais a moeda norte-americana frente ao dólar. Hoje, diante de todo este cenário positivo, pode se observar uma alta expressiva das ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que operava em alta superior a 3% neste horário. Operação Pão de Açúcar Nesta quarta-feira, a queda do dólar ganhou mais um impulso: o anúncio de que a Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), o Pão de Açúcar, e o Grupo Casino realizaram um acordo de Associação, por meio do qual continuarão a compartilhar o controle da CBD em uma nova holding, da qual cada um terá 50% do capital votante. Abílio Diniz e o Casino repassarão à nova empresa respectivamente 30,5 bilhões e 2,2 bilhões de ações ordinárias. De acordo com dado relevante divulgado pela CBD, "Abílio Diniz transferirá ao Casino o equivalente a 20,3 bilhões de ações ordinárias da CBD, e receberá em contrapartida US$ 200 milhões (recursos que poderão ser reinvestidos em participação acionária no grupo Casino, o que levaria Abílio Diniz a ser o 5º maior acionista do grupo Casino); R$ 1 bilhão em dinheiro (a ser integralmente reinvestido na CBD, por meio da aquisição de 60 imóveis); 12,5 bilhões de ações preferenciais da CBD, confirmando o alinhamento total dos interesses dos controladores e minoritários". A operação abre a perspectiva de uma entrada ainda maior de dólares. Leia no Estado Digital (exclusivo para assinantes): » Dólar rompe a barreira psicológica dos R$ 2,50 » Iedi alerta para risco de recessão

Agencia Estado,

04 Maio 2005 | 16h34

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