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Dólar fecha estável; Bolsa tem leve alta

No mês, a moeda norte-americana acumula alta de 3,34%, após pico de mais de 7% na terça-feira

Reuters,

29 de novembro de 2007 | 16h56

Após cair durante a maior parte do dia, o dólar fechou estável nesta quinta-feira, cotado a R$ 1,7940. No mês, a moeda norte-americana acumula alta de 3,34%, após pico de mais de 7% na terça-feira. O juros negociados entre investidores também subiu, o que piorou o humor dos investidores no mercado cambial. Sem um motivo claro para a oscilação, o dólar zerou a queda na última meia hora de sessão. "Você vê um ativo descolando muito (dos demais) e, por mais que tenha um fluxo de entrada no dólar... quem está operando fica com medo", disse Renato Schoemberger, operador da Alpes Corretora. Operadores citaram a apreensão com a possibilidade de que a Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF) não seja aprovada e também rumores de uma possível aceleração da inflação. "(O mercado de juros) já vem preocupado há alguns dias", disse Schoemberger. Os juros futuros também repercutiram a venda da oferta total de Letras do Tesouro Nacional (LTN) em um leilão, devido ao interesse de investidores em fazer hedge (proteção) contra a oscilação desses papéis. Fabio Pfaender, gerente de câmbio da Alpes Corretora, atribuiu parte da instabilidade dos juros ao mercado externo. Os principais índices de Wall Street exibiam queda no final da tarde. Mais cedo, o dólar foi influenciado pela entrada de recursos. BM&FO fluxo cambial positivo, que tem sido sustentado pela balança comercial, foi engrossado pelos estrangeiros interessados em participar da oferta pública inicial de ações (IPO) da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O mercado espera que a operação, que pode movimentar até R$ 6 bilhões, seja dominada pelos investidores internacionais da mesma forma como ocorreu com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em outubro. Schoemberger acrescentou que a oferta de dólares foi reforçada por lotes comprados por bancos recentemente. "Quando o mercado foi em 1,87, 1,86 (real por dólar, na terça-feira), houve muitas entradas e muito câmbio de exportação sendo fechado. Os bancos ficaram com muitos dólares nesses níveis", disse, explicando que a cotação mais alta fez com que exportadores efetivassem as operações a uma taxa mais favorável.

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