Dólar fecha estável com atitude cautelosa de investidor

O dólar encerrou estável frente ao real nesta terça-feira, com a influência de baixa decorrente de perspectivas de ingressos ao mercado local contrabalançada pelo ambiente externo desfavorável.

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

29 de setembro de 2009 | 16h50

A divisa fechou a 1,794 real na venda, oscilando entre alta de 0,17 por cento e recuo de 0,33 por cento durante o dia.

"A perspectiva por mais fluxo positivo nas próximas semanas foi ofuscada pelo ambiente externo negativo", afirmou o operador de câmbio da Flow Corretora Gabriel Aguilera.

Profissionais do mercado têm avaliado que mais ingressos de recursos são esperados no curto prazo, que devem vir, dentre outras formas, pela participação de investidores estrangeiros em ofertas de ações como as de Santander Brasil, Rossi Residencial e PDG Realty.

Aguilera lembrou, contudo, que alguns ingressos, principalmente os decorrentes da oferta pública inicial (IPO, na sigla em imglês) de Santander Brasil já foram precificados pelo mercado.

Nesta sessão, o tom negativo do cenário internacional, aliado à alta da divisa no mercado global de moedas, contribuiu para amortecer uma baixa mais forte da moeda dos EUA.

A fraqueza das bolsas de valores norte-americanas se dava por conta da divulgação de números contraditórios da economia daquele país. Uma leitura mais forte que a esperada sobre os preços de moradias em julho era ofuscada pelo dado de confiança do consumidor, que veio abaixo das expectativas.

No encerramento das operações no mercado de câmbio local, os índices em Nova York cediam, enquanto o Ibovespa recuava 0,2 por cento.

O quadro adverso no exterior reduziu o apetite de investidores por ativos considerados de risco, entre eles moedas de países emergentes. Considerando uma cesta com as seis principais divisas mundiais, o dólar marcava leve alta de 0,05 por cento no final da tarde.

A espera pela divulgação de mais dados importantes ainda nesta semana, como a leitura final do Produto Interno Bruno (PIB) norte-americano relativo ao segundo trimestre e o número do desemprego, também deixava investidores mais conservadores, colaborando para a pouca oscilação nas cotações do dólar.

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