Dólar fecha janeiro no menor nível em 4 meses

O dólar começou o ano com queda de apenas 0,56% em janeiro, com as atuações diárias do Banco Central minimizando o impacto do contínuo ingresso de recursos. Mas, ainda que o declínio tenha sido pequeno, a moeda encerrou no menor patamar desde setembro do ano passado, a R$ 2,124. Nesta quarta-feira, o recuo foi de 0,33%. "O Banco Central tem entrado todo dia tomando dólar, para tentar segurar a moeda", comentou Mário Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação. A autoridade monetária realizou leilão de compra de dólar em quase todos os dias de janeiro, com exceção do dia 25, quando os mercados em São Paulo estavam fechados, por conta do feriado em comemoração ao aniversário da cidade. Embora tenha aceitado, em média, menos de 10 propostas por operação, os leilões foram suficientes para reduzir o ritmo de queda do dólar e engrossar as reservas. As reservas internacionais do País estavam perto de US$ 91 bilhões na terça-feira, no maior nível histórico. Entre os fatores que favoreceram a continuidade dos ingressos no mercado brasileiro, o risco País atingiu níveis históricos de baixa em janeiro. Nesta quarta, o risco estava em 190 pontos-básicos sobre os Treasuries. O superávit da balança comercial também ajuda a engrossar o fluxo positivo. Em relatório, a corretora de câmbio NGO destacou que a tendência da moeda norte-americana deve continuar sendo de queda, especialmente com a maioria dos bancos vendidos em dólar. "As posições vendidas no mercado físico vêm sendo ampliadas pelos bancos, valendo-se inclusive da presença compradora diária do BC", afirmou a corretora. A NGO destacou ainda aumento de operações de arbitragem com venda de dólar e compra de reais na BM&F com o intuito de melhorar a rentabilidade. Segundo a corretora, a perspectiva de que a taxa de juro brasileira seja reduzida lentamente estimula esses movimentos especulativos. Última sessão O último pregão de janeiro foi marcado por forte disputa de tesourarias para formação da Ptax (taxa média do dólar) que servirá de base para liquidação de contratos futuros. Segundo Battistel, da Novação, por volta das 15h15 já havia cerca de US$ 3 bilhões em negócios registrados. O principal evento do dia é a reunião do Federal Reserve. O mercado de câmbio brasileiro fechou antes da divulgação da decisão do BC norte-americano. A expectativa era de manutenção em 5,25 por cento. Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio da Action Corretora, citou ainda que o câmbio tem acompanhado atentamente os movimentos da Bolsa de Valores de São Paulo . "Tem sido o grande termômetro." À tarde, o Ibovespa operava em alta, acima dos 44 mil pontos. No começo de janeiro, a bolsa paulista atingiu patamar histórico, em 45.382 pontos.

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