Dólar fecha na máxima e Bolsa chega a cair mais de 5%

A moeda norte-americana voltou a subir e fechou cotado no patamar máximo, em R$ 1,8250, em alta de 1,84%

Agência Estado,

23 de janeiro de 2008 | 16h34

Depois da decisão do banco central dos Estados Unidos (Fed) de reduzir o juro no país, os investidores esperavam uma ação coordenada dos BCs mundiais, o que não aconteceu. O juro caiu apenas na região do Golfo. O resultado é que a frustração dos investidores e os resultados negativos de empresas norte-americanas provocaram mais um dia de queda nas bolsas mundiais - exceto Ásia, que ainda repercutia a queda dos juros nos EUA. No Brasil, o dólar comercial voltou a subir e fechou cotado no patamar máximo, em R$ 1,8250, em alta de 1,84%. Às 16h30, a queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) é de 4,80% e, no pior momento do dia, chegou a cair mais de 5%.      Veja também: Em meio a incertezas, Copom decide juro Fed reduz juro e alivia mercados Com corte de juros dos EUA, bolsas asiáticas fecham em alta Bolsas européias fecham em baixa; Bovespa cai mais de 4% Veja como ficam seus investimentos com a crise nos mercados Especialistas recomendam cautela com ações Entenda a crise nos Estados Unidos  Celso Ming comenta a crise no mercado financeiro   Em Nova York, o índice Dow Jones opera em baixa de 1,44%. A Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e internet - recua 2,90%, afetada pela projeção da Apple de que não conseguirá sustentar seu ritmo pujante de crescimento de lucro e pela queda de 84% do lucro líquido da Motorola. Na Europa, as bolsas fecharam em forte queda com as declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet. Ele afirmou que os bancos centrais devem ancorar as expectativas de inflação em "tempos difíceis" para evitar encorajar a volatilidade dos mercados. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 2,28%; a de Paris caiu 4,25%, Frankfurt teve queda de 4,88%. Em Milão, a baixa foi de 3,97%, e em Madri de 4,56%. Segundo analistas, o clima de instabilidade e oscilações deve continuar, depois da trégua na terça-feira, provocada pela decisão do banco central dos Estados Unidos (Fed) de reduzir de forma surpreendente o juro no país. O fato é que os investidores gostaram da decisão do Fed, mas querem mais. Um novo corte de juro pode sair no final deste mês. Além disso, espera-se o detalhamento do pacote de ajuda nos EUA e a aprovação do Congresso. Nesta quarta-feira, depois do fechamento dos negócios, o Comitê de Política Monetária (Copom) irá divulgar sua decisão sobre os rumos para a Selic, a taxa básica de juros da economia. A decisão não deve alterar esse cenário de estresse. O mercado não espera nada diferente do que estabilidade na taxa básica de juro, em 11,25% ao ano. Mas aguarda com expectativa o comunicado da reunião para ver se o BC faz referência ao cenário externo. Essa também é a grande expectativa em relação à ata do Copom que será divulgada na próxima semana.

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