Dólar fecha no menor patamar desde maio de 1999

Moeda encerrou o dia cotada a R$ 1,7110, em queda de 0,75% em relação aos últimos negócios de ontem

21 de fevereiro de 2008 | 16h36

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 1,7110, em queda de 0,75% em relação aos últimos negócios de ontem. É o menor patamar desde 26 de maio de 1999. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entra a máxima de R$ 1,7140 e a mínima de R$ 1,7030. Com o resultado de hoje, o dólar acumula queda de 3,61% no ano.  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,30% às 16h44. Neste patamar, a Bolsa já zerou as perdas acumuladas no ano. Veja também: Pela 1ª vez, Brasil tem dinheiro para pagar toda dívida externaVeja a íntegra do relatório do BC  Celso Ming explica o que representa a posição credora do Brasil   As reservas brasileiras e a dívida externa    Posição credora do Brasil é um passo para grau de investimento Dívida interna do País cai para R$ 1,204 trilhão O dia no mercado financeiro começou com um relatório do Banco Central, no qual a instituição projeta que em janeiro as reservas internacionais do País serão superiores a toda a dívida externa - pública e privada - em US$ 4 bilhões. O comentarista econômico do jornal O Estado de S. Paulo, Celso Ming, destaca que a posição credora do Brasil no mercado internacional traz conseqüências positivas para o País. Ele avalia que esta condição melhora a percepção do Brasil perante os investidores estrangeiros. Isso significa aumento de confiança nos títulos de empresas e do governo brasileiro. Com esta imagem, mais investidores compram títulos de empresas e do governo brasileiro. Isso significa mais dólares entrando no mercado interno. A melhora da percepção também deixa o Brasil mais perto do grau de investimento - classificação dada a países com baixíssimo risco de calores. Esta expectativa já é confirmada pela diretora de rating soberano da Standard & Poor's, Lisa Schineller. Segunda a agência de classificação de risco, o Brasil pode receber o grau de investimento em 2008. Esta foi a indicação mais firme até o momento de que a S&P pode conceder tal nota ao País neste ano. Para Lisa, o País pode chegar a esta classificação mesmo em meio à crise externa. "Nós não retiramos a perspectiva positiva do Brasil apesar das incertezas globais porque vemos que os fundamentos do País estão mais fortes do que passado", frisou.  Mas há agências de classificação de risco menos otimistas. Para a Fitch Ratings, o Brasil está mais perto do que nunca de obter o grau de investimento, mas sua chance de conseguir isso em 2008 está abaixo de 50%, disse o diretor-executivo da Fitch Ratings no Brasil, Rafael Guedes. "A melhora contínua nas contas externas e o fato de que o Brasil tem mostrado grande resistência à atual crise de crédito global são fatores-chave que podem contribuir para o grau de investimento", afirmou Guedes. O fato é que se a classificação de grau de investimento se confirmar, mais investidores estarão dispostos a investir no País e mais dólares entrarão no Brasil. Além disso, o juro do dívida cai e as condições de endividamento do País ficam ainda melhores.

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