Dólar fecha no nível mais baixo desde maio de 2001

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,2660 na ponta de venda das operações, em baixa de 0,44% em relação aos últimos negócios de ontem. Trata-se do patamar mais baixo desde 10 de maio de 2001, quando a moeda norte-americana encerrou o dia em R$ 2,2580. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ainda não encerrou os negócios, mas já bateu recordes nesta sexta-feira. O risco Brasil - taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do País - também ampliou a queda desde o início da tarde e está próximo dos 350 pontos. O preço do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) caiu hoje 3,5% em Nova York, influenciado pelo enfraquecimento do furacão Rita e a despeito da paralisação quase total da produção de petróleo no Golfo do México. Os contratos futuros de petróleo com vencimento para novembro do WTI fecharam negociados a US$ 64,19 o barril (159 litros), depois de caírem US$ 2,31 em relação a ontem. Além da queda do preço do barril do petróleo e a alta das Bolsas nos Estados Unidos em reação ao enfraquecimento do furação Rita, fatores internos também animam o mercado. No câmbio, o fluxo financeiro positivo também favoreceu o recuo das cotações. Hoje, o Bradesco concluiu uma emissão externa de US$ 100 milhões e o Banco Cruzeiro do Sul, de US$ 30 milhões. O mercado de juros também reagiu positivamente às declarações do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, sobre a ata da reunião do Copom deste mês. Palocci disse que a ata foi clara ao indicar uma política monetária menos restritiva.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.