Dólar fecha no patamar mais baixo desde maio de 2001

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,2140 na ponta de venda das operações, em queda de 0,94% em relação aos últimos negócios de ontem. Este é o patamar mais baixo desde 4 de maio de 2001, quanto a moeda norte-americana encerrou o dia em R$ 2,2120. Durante esta quinta-feira, o dólar oscilou entre a máxima de R$ 2,2440 e a mínima de R$ 2,2110. Com este resultado, o dólar registra queda de 16,58% no ano. O dólar oscilou fortemente hoje. A culpa é da movimentação em torno da formação da ptax - cotação do câmbio que será usada na liquidação dos contratos futuros de dólar com vencimento em outubro. Contudo, a munição para esta oscilação foi dada, mais uma vez, por um dos comandantes da política econômica do governo. O diretor de Política Monetária do Banco Central, Afonso Bevilaqua, deu entrevista sobre o relatório de inflação divulgado hoje e teceu comentários sobre a condução da política cambial. Como vem ocorrendo sistematicamente desde maio, Bevilaqua reafirmou que o programa de recomposição de reservas continua em vigor e que pode ser retomado a qualquer momento: "em meia hora, seis meses, um ano...". Vale lembrar que, apesar desses constantes lembretes de membros da equipe econômica, feitos quase sempre às vésperas do vencimento dos contratos futuros, o Banco Central não compra um centavo de dólar desde o dia 16 de março. Naquela data, a autoridade monetária pagou R$ 2,7490 por cada dólar que foi reforçar as divisas do País. A retomada das compras chegou perto de se tornar realidade no último dia 11 de agosto. Porém, apesar de ter colocado um leilão um andamento, o BC não aceitou nenhuma das propostas que recebeu dos investidores. Naquele dia, a mínima do dólar foi de R$ 2,2840. Mas a ameaça de compra do BC resultou num fechamento em R$ 2,3460.

Agencia Estado,

29 Setembro 2005 | 18h03

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