Dólar fecha no patamar mínimo; Bolsa cai 0,24%

O dólar comercial encerrou o dia no patamar mínimo desta quarta-feira, cotado a R$ 2,1900, em baixa de 0,59% em relação aos últimos negócios de ontem. O movimento de queda se intensificou após o anúncio das medidas cambiais. A partir da próxima semana, os exportadores não terão a obrigatoriedade de trazer todos os seus dólares para o mercado interno. Com isso, além de reduzir o custo para os exportadores, o governo pretende reduzir a apreciação do real frente ao dólar.Analistas avaliam que, no curto prazo, as medidas não terão impacto sobre o mercado cambial. O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, explica que as empresas já fecharam contratos por Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC). No longo prazo, por outro lado, as empresas poderão vir a retardar o ingresso de divisas no Brasil e o menor ingresso poderá elevar a taxa de câmbio.O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informa que o impacto das medidas não será imediato na taxa de câmbio, e só deve começar a ter efeito de 15 a 20 dias, quando a medida provisória já estará editada e o Conselho Monetário Nacional (CMN) já terá oficializado a permissão para que 30% dos recursos exportados fiquem fora do País. "A mudança no fluxo só vem depois da MP e do CMN. Não acredito que o mero anúncio das medidas tenha efeito", disse. Ele evitou responder a uma pergunta sobre para quanto a taxa de câmbio poderia subir. Ele disse que o governo não tem um patamar definido para a taxa de câmbio e, por isso, não pode fazer essa previsão.Há quem diga que, com o juro real mais alta do mundo, o Brasil vai continuar atraindo dólares, o que reduzirá o impacto das medidas cambiais no mercado de câmbio. "Neste contexto, não dá para o BC segurar a queda do dólar", opina o ex-diretor da Área Externa do Banco Central (BC), Emílio Garófalo Filho.Cenário externo favoreceu queda do dólarO "livro bege" do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), divulgado hoje, disse que a economia dos EUA continuou a crescer em meados de junho, mas ao mesmo tempos mostrou sinais de desaceleração em meio a gastos de consumo reduzidos e moderação da atividade no setor de imóveis residenciais. Os investidores entenderam que este é um sinal de que a alta dos juros nos Estados Unidos pode estar chegando ao fim. Com isso, investidores continuarão mandando dólares para o PaísBolsa fecha em baixaA Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou hoje em baixa de 0,24%, com 36.594 pontos. Operou entre a máxima de 36.951 pontos (+0,74%) e a mínima de 36.475 pontos (-0,56%). Com esse resultado, a bolsa voltou ao negativo em julho e passou a acumular baixa de 0,10% este mês. Em 2006, o índice acumula alta de 9,38%. O volume financeiro ficou em apenas R$ 1,688 bilhão.A Bovespa voltou a registrar oscilação nesta quarta-feira. Mais uma vez, acompanhou Nova York, onde as bolsas oscilaram ao sabor das interpretações sobre o Livro Bege. O índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em leve queda de 0,01%. A Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet - caiu 0,17%.

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