Dólar fecha praticamente estável, a R$1,672

O dólar fechou praticamente estável nesta quinta-feira, com o mercado dividido entre a expectativa de entrada de capitais no país e a possibilidade de novas intervenções do Banco Central no câmbio.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

20 de janeiro de 2011 | 16h50

O aumento do juro em 0,5 ponto percentual, como já era esperado, teve impacto reduzido sobre o dólar.

A moeda norte-americana fechou a 1,672 real, com variação negativa de 0,06 por cento.

No exterior, moedas de perfil semelhante ao real --como o dólar australiano perderam terreno após dados na China indicarem a necessidade de um aperto monetário mais intenso. A leitura é de que, com isso, os preços de matérias-primas têm um potencial de alta mais reduzido do que estimado antes.

O dólar não seguiu o mesmo comportamento no Brasil, porém, diante da previsão de entrada expressiva de capital no país. Segundo João Medeiros, diretor de câmbio da corretora Pioneer, ofertas de ações na BM&FBovespa podem movimentar mais de 6 bilhões de reais nas próximas semanas --com participação relevante de investidores estrangeiros.

Nas duas primeiras semanas do mês, o fluxo positivo ao país superou 5 bilhões de dólares.

"Os investidores parecem dispostos a vender dólares toda vez que ele se move em direção a 1,70 real", escreveu Win Thin, chefe global de estratégia para mercados emergentes do banco Brown Brothers Harriman, em Nova York.

Mas "qualquer queda para abaixo de 1,65 real certamente será respondida com mais controles de capital e medidas".

Há uma semana, o Banco Central anunciou no fim do dia uma pesquisa de demanda por swap cambial reverso. A operação foi concluída no dia seguinte com a venda de quase 1 bilhão de dólares em contratos, e desde então o mercado tem aguardado a realização de novos leilões. O contrato de swap reverso vale como uma compra de dólares no mercado futuro pelo BC.

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