Dólar fecha praticamente estável pelo 3o dia seguido

O dólar fechou quase estável nesta segunda-feira, com leve baixa após mais um leilão de swap cambial reverso pelo Banco Central.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

24 de janeiro de 2011 | 16h41

A moeda norte-americana terminou o dia a 1,672 real, com variação negativa de 0,06 por cento. Enquanto o mercado local fechava, o dólar recuava 0,27 por cento em relação a uma cesta com as principais divisas, e o euro exibia leve alta, mantendo-se acima de 1,36 dólar.

Em um dia de agenda relativamente esvaziada, o Banco Central repetiu o comportamento da última sexta-feira e interveio tanto no mercado à vista, com dois leilões de compra de dólares, quanto no mercado futuro, com a venda de quase 1 bilhão de dólares em contratos de swap cambial reverso.

"O cenário de curto prazo para o dólar é de estabilidade dentro de uma faixa muito estreita de variação", afirmaram economistas do Brown Brothers Harriman, destacando a oposição entre o fluxo de capitais para o país e a intervenção do governo no mercado de câmbio.

A volatilidade relativamente baixa, inclusive, deve atrair investidores dispostos a operações de "carry trade", acrescentam os economistas. A estratégia consiste em tomar empréstimos em países com juros baixos e aplicar no Brasil, onde os juros são mais atrativos. "Mas os investidores não devem esperar ganhos advindos da apreciação da moeda."

Na terça-feira, com o feriado do aniversário de São Paulo, o mercado de câmbio terá liquidez reduzida, sem a presença de várias instituições financeiras. Além disso, a BM&FBovespa fecha, e junto com ela o mercado futuro de câmbio.

Em Brasília, porém, o governo divulga os números finais para as contas externas em 2010. A previsão de analistas ouvidos pela Reuters é de que o país tenha registrado déficit de 3,3 bilhões de dólares nas transações correntes do mês passado --número compensado pelo investimento estrangeiro direto, que deve alcançar 5 bilhões de dólares.

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