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Dólar fecha quase estável, após dia em alta por bolsas

O dólar fechou praticamente estável nesta terça-feira, depois de ter avançado na maior parte do dia a reboque de um movimento de realização de lucros nas bolsas de valores.

REUTERS

24 de março de 2009 | 16h56

Segundo operadores, a moeda norte-americana acabou zerando a alta assim que os mercados acionários ensaiaram uma diminuição das perdas no final da tarde.

A moeda norte-americana encerrou a sessão com oscilação negativa de 0,09 por cento, a 2,244 reais, após chegar a subir quase 1 por cento durante a manhã.

Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, acrescentou que o dólar "abriu em alta somente por um movimento de correção frente à queda de ontem".

As bolsas de valores dos Estados Unidos e a Bovesparealizavam lucros após a euforia da véspera com o anúncio de detalhes de um plano do governo Obama para limpar ativos podres de balanços de bancos. O dólar caiu 0,75 por cento na segunda-feira.

No final desta tarde, o Dow Jones caía cerca de 0,7 por cento, depois de ter perdido 1,4 por cento no pior momento do pregão. No Brasil, o Ibovespa perdia 1,7 por cento.

Nassar acrescentou que o enfraquecimento da alta do dólar mostra que há entrada de recursos no país.

O Banco Central informou nesta manhã que o fluxo cambial para o país está negativo em 1,91 bilhão de dólares no mês até dia 20, o que mostra uma recuperação já que até o dia 13 as saídas superavam as entradas de recursos em quase 2,2 bilhões de dólares.

Para José Roberto Carrera, gerente de câmbio da Fair Corretora, as pressões de compradores, especialmente importadores, contribuíram para que o dólar exibisse valorização durante a maior parte do dia.

Carrera avaliou, no entanto, que "no período da tarde esse comprador saiu" do mercado, o que favoreceu cotações mais estáveis.

De acordo com os dados mais atualizados da BM&F, o volume de dólar negociado no mercado à vista girava em torno de 2,7 bilhões de dólares, um pouco acima da média diária de março, de 2,5 bilhões de dólares.

Frente a uma cesta com as principais moedas globais, o dólar exibia valorização em torno de 0,9 por cento.

(Reportagem de José de Castro)

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