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Dólar fecha quase estável em dia com poucos negócios

Moeda termina o dia em queda de 0,10%, cotada a R$ 2,025, ainda no menor nível desde meados de outubro

Reuters,

25 de maio de 2009 | 17h04

Em um dia com fraco volume de negócios, o dólar fechou praticamente estável ante o real nesta segunda-feira, uma vez que investidores se ausentaram dos mercados por causa de feriado nos Estados Unidos. A moeda norte-americana encerrou o dia com variação negativa de 0,10%, cotada a R$ 2,025 para venda, ainda no menor nível desde meados de outubro.

 

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"O feriado (nos EUA) fez com que o mercado tivesse uma liquidez muito pequena. Você tem uma ausência de investidores estrangeiros, players, clientes... Com isso, os volumes negociados são pequenos", avaliou Gerson de Nobrega, gerente da tesouraria do Banco Alfa de Investimento.

 

As bolsas de valores de Nova York e de Londres não abriram nesta segunda-feira, com a comemoração do Memorial Day e do Spring Holiday, respectivamente. No Brasil, a Bovespa operava com tímida alta de 0,2% no fim da tarde.

 

Nobrega ressaltou que o movimento do dólar nesta sessão ocorreu basicamente por operações isoladas, cujo peso é exacerbado pelo baixo volume de negócios no mercado à vista.

 

Na roda de pronto da BM&F, os últimos dados mostravam que o volume negociado somava US$ 391 milhões, bem abaixo da média diária do mês de maio, de US$ 2,8 bilhões. De acordo com operadores, o giro interbancário somava cerca de US$ 480 milhões, sendo US$ 450 milhões em D+2.

 

O Banco Central voltou a realizar leilão de compra no mercado à vista, com taxa de corte de 2,0240, mas a operação não chegou a fazer preço nos negócios.

 

O gerente também lembrou a forte queda do dólar nas últimas semanas, afirmando que, caso as perspectivas econômicas para o Brasil se mantenham otimistas, a trajetória da moeda norte-americana continuará apontando para baixo. Desde 2 de março, quando alcançou R$ 2,443 para venda, cotação máxima do ano, o dólar despencou 17,1%.

 

Ratificando essa tendência, Nobrega citou o resultado da balança comercial do País, que apresentou superávit de US$ 698 milhões nos cinco dias úteis da terceira semana de maio. Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta segunda-feira.

 

Nobrega afirmou ainda que a Ptax - taxa média ponderada do dólar que serve de referência para fechamento de contratos futuros - deve ser mais baixa este mês, em linha com a acentuada queda do dólar nas últimas semanas e com a mudança nas estratégias de bancos e investidores estrangeiros decorrentes da apreciação do real.

 

De acordo com os últimos dados da BM&F, as posições futuras compradas dos investidores estrangeiros estão em cerca de US$ 1,6 bilhão, bem abaixo do pico registrado em março, de US$ 14,3 bilhões.

 

Nesse contexto, o gerente do Banco Alfa de Investimento disse que, "se amanhã as bolsas abrirem em alta e os dados forem positivos, provavelmente, o dólar pode cair abaixo de 2 reais".

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