Dólar fecha quase estável em dia de giro fraco

O dólar fechou praticamente estável frente ao real nesta segunda-feira, com alguns players aproveitando a volta do feriado prolongado para refazerem posições numa sessão de fraco volume de negócios.

REUTERS

25 de abril de 2011 | 18h02

A moeda norte-americana fechou vendida a 1,573 real, com variação positiva de 0,13 por cento. Pela manhã, o dólar chegou a recuar a 1,564 real na venda, menor cotação intradia desde o início de agosto de 2008.

"O volume está bem baixo e não vejo nada de efetivamente novo no mercado. O Banco Central continua enxugando moeda, e provavelmente isso está mexendo com o dólar hoje", comentou João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer Corretora.

Nesta sessão, a autoridade monetária realizou dois leilões de compra de dólares no mercado à vista, definindo como corte as taxas de 1,5720 real e 1,5737 real. O BC tem mantido as atuações diárias em meio aos esforços do governo para brecar a recente escalada do real.

Segundo Medeiros, o fraco giro intensificou o efeito das operações. De acordo com dados da clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa, perto do final da sessão, o volume somava 1,04 bilhão de dólares, cerca de metade da média diária deste mês, de 2,02 bilhões de dólares.

Mas, diferentemente das últimas sessões, o contrato FRA de cupom cambial de três meses recuava pouco mais de 3 por cento, para 5,9. Para o operador de câmbio de uma corretora paulista, o movimento reflete ajustes após o contrato ter disparado na semana passada.

No exterior, o dólar operava praticamente estável ante uma cesta de divisas, com investidores evitando grandes apostas antes da reunião de política monetária do Federal Reserve nos dias 27 e 28. Os players devem monitorar a coletiva do chairman do Fed, Ben Bernanke, após a decisão do juro, no primeiro evento do tipo em 97 anos da instituição.

O ambiente nos mercados acionários não era dos mais animadores. Os índices Dow Jones e Standard and Poor's 500 da Bolsa de Nova York recuavam, em meio a temores de que a escalada do petróleo diminua os lucros corporativos. A maior apreensão dos agentes também era expressa pelo índice de volatilidade da CBOE, que saltava mais de 7 por cento.

Na terça-feira, investidores avaliarão os números referentes às contas externas de março, que devem incluir dados de fluxo cambial e posição à vista de bancos. O relatório tem divulgação prevista para as 10h30.

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