Dólar forte dificulta inflação na meta em 2012, diz economista

Para Marco Maciel, do Banco Pine, ‘a alta do dólar e a inflação elevada reduzem a margem de manobra do BC na redução dos juros’

Maria Regina Silva, da Agência Estado,

22 de setembro de 2011 | 12h20

A valorização do dólar, que já atingiu R$ 1,90 na manhã desta quinta-feira, 22, dificulta a tarefa do Banco Central de convergir a inflação para o centro da meta em 2012, na opinião do economista-chefe do Banco Pine, Marco Maciel. Segundo ele, a alta cambial aparece com uma nova variável no caminho do BC.

"Assumindo a discrepância entre as pressões inflacionárias, as expectativas de mercado e o modelo do Banco Central, que aponta para convergência do IPCA para o centro da meta no ano que vem, neste momento não é mais só o binômio inflação/atividade (desemprego) que está na mira do BC, mas agora entra também o câmbio", explicou. "A alta do dólar e a inflação elevada, sem dúvida, reduzem a margem de manobra do BC na redução dos juros (no ano que vem). Daqui a pouco (o BC) terá de tirar a volatilidade da moeda, desenhando uma cotação mais baixa para a cotação real/dólar", acrescentou.

O economista avalia, no entanto, que um mês de forte valorização do dólar, que acumula ganhos próximos a 20% em setembro, não é suficiente para mudar o cenário de inflação. "Se a moeda continuar subindo durante três meses na casa de R$ 2,00, o repasse (para o IPCA) ocorrerá", disse.

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