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Dólar futuro sobe com giro forte após notícia sobre IOF

Cenário: Silvana Rocha

O Estado de S.Paulo

28 de março de 2012 | 03h07

O dólar para abril 2012 saltou de R$ 1,8195 (-0,05%) ontem às 16h59 para uma máxima em R$ 1,8250 (+0,25%) nos minutos finais de negócios futuros. No fechamento, este vencimento da moeda estava em R$ 1,8240, com ganho de 0,19% - na contramão da leve baixa da divisa no mercado à vista. O ajuste positivo do dólar abril 2012 foi acompanhado por aumento do giro financeiro, que passou de US$ 13,487 bilhões para US$ 17,358 bilhões - avanço de 28% no mesmo intervalo de tempo. Os agentes financeiros ampliaram as compras de dólar na hora final de negócios futuros reagindo sobretudo à informação de fontes de que estaria em estudo pelo governo brasileiro proposta de cobrança generalizada de alíquotas mais pesadas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre quaisquer transações que envolvam conversão de moeda. O suposto estudo estaria em avaliação nos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Tal medida pretenderia alcançar dois objetivos: maior controle do fluxo cambial que entra no País e fiscalização mais efetiva sobre a entrada de capita estrangeiro. De quebra, contribuiria para elevar a arrecadação federal. Após o fechamento dos mercados, porém, o Ministério da Fazenda negou a existência de estudo sobre cobrança generalizada de IOF nas operações de câmbio. No mercado à vista, que fecha às 16h30, o dólar encerrou com leve baixa, de 0,11% a R$ 1,8130, em meio a ingresso pontual de recursos no mercado local. As Bolsas norte-americanas e a Bovespa aceleraram as perdas no fim da tarde, após o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmar que a recuperação econômica ainda tem um longo caminho pela frente e que poderá levar "mais alguns anos" até que a taxa de desemprego nos EUA chegue a um patamar mais normal. Indicadores norte-americanos negativos também ajudaram a enfraquecer os índices acionários. A Bovespa caiu 0,97%, aos 66.037,35 pontos. O recuo foi diversificado, com destaque para Usiminas, siderurgia em geral, construção civil e Petrobrás. Vale, por outro lado, subiu e conteve um pouco as perdas do índice.

No mercado de juros, as taxas futuras cederam ante os ajustes anteriores, alinhadas ao recuo dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA que tiveram respectivo aumento de preços. A aposta em uma inflação menor no Brasil combinada com a estabilidade da inadimplência no País em fevereiro ante janeiro, mas em nível ainda elevado, contribuíram ainda para o recuo dos DIs.

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