Dólar ignora crise política e abre em queda, a R$ 2,133

O dólar abriu esta, quarta-feira, em leve queda no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, negociado a R$ 2,133 (-0,09%). A desvalorização acumulada pela moeda norte-americana em apenas dois dias de abril, de 1,39%, não é empecilho para o dólar continuar em sua trajetória de baixa. Isso porque os investidores vêm se pautando pelo cenário de longo prazo - onde o consenso é de que a trilha ladeira abaixo vai continuar a ser seguida. O mercado de câmbio também vem ignorando a crise política, que ontem teve como ponto alto o depoimento ?às escondidas? do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci à Polícia Federal e a acareação entre o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto e o economista e ex-petista Paulo de Tarso Venceslau na CPI dos Bingos. O dólar deve manter o recuo nesta quarta-feira, já que os juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos estão em baixa e o petróleo opera com sinal negativo nos mercado futuros. No início desta quarta-feira, o barril era cotado a US$ 66,02, com desvalorização de 0,32%. Também reforçam a tendência de baixa do dólar os dados positivos da economia brasileira, como a inflação sob controle - o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgado nesta quarta, ficou em 0,14% em março, abaixo das projeções (0,15% a 0,30%) - e a produção industrial mais forte. O mercado monitorará os desdobramentos do depoimento dado por Palocci ao delegado da Polícia Federal Rodrigo Carneiro Gomes. Impacto significativo nos negócios é uma possibilidade remota. A mesma análise vale para o depoimento do ex-assessor de Palocci na Fazenda Marcelo Netto, na manhã desta quarta.

Agencia Estado,

05 Abril 2006 | 09h31

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