Amanda Perobelli/Reuters - 28/10/2021
Amanda Perobelli/Reuters - 28/10/2021

Venda do Twitter faz Bolsas subirem e contém a perda do real frente ao dólar

Possibilidade de um novo lockdown na China gerou aversão ao risco nos mercados globais, mas a venda da rede social no fim da tarde deu fôlego aos principais índices americanos

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2022 | 12h00
Atualizado 25 de abril de 2022 | 18h56

A recuperação da tomada de risco nas bolsas de Nova York teve reverberação em todo o mercado mundial na tarde desta segunda-feira, 25. As quedas vistas pela manhã, em meio ao temor de desaceleração do crescimento da China por causa de novos surtos de covid-19 e de aumento da intensidade do aperto monetário nos Estados Unidos, deram lugar à recuperação parcial das perdas recentes.

Enquanto os investidores já vinham recompondo suas carteiras, o anúncio da compra do Twitter por cerca de US$ 44 bilhões pelo bilionário Elon Musk foi a senha final para o fôlego que se viu nas últimas duas horas da sessão. A própria ação da rede social subiu 5,66%, ao passo que o Nasdaq avançou 1,29%. O Dow Jones teve ganho de 0,70% e S&P 500, de 0,57%. Ainda assim, nenhum dos três índices conseguiu apagar as baixas de quinta e sexta-feira passadas.

Esse movimento, contudo, diminuiu os prejuízos na sessão aqui no Brasil. O Ibovespa até ensaiou ir para o azul, mas terminou cotado a 110.684,95 pontos, queda de 0,35% - a razão da disparidade é a exposição das ações brasileiras, como Vale (-1,70%) à economia chinesa.

No câmbio, a despeito de o dólar à vista fechar no maior nível desde 22 de março, a cotação final de R$ 4,8755, uma valorização de 1,47%, ficou bem distante da máxima do dia, quando chegou a subir 3% e registrou máxima a R$ 4,9493. 

Contando com o avanço de 4% na sexta-feira, na volta do feriado de Tiradentes, a moeda americana acumulou valorização de 5,52% nos dois últimos pregões, saltando da casa de R$ 4,60 para perto de R$ 4,90. Depois de intervir na sexta-feira à tarde, com leilão de venda à vista no total de US$ 571 milhões, o Banco Central se manteve afastado nesta segunda. Mesmo com a trajetória ascendente neste fim de abril, a divisa americana ainda acumula desvalorização de 12,56% em 2022. 

O principal indutor da alta do dólar por aqui foi o ambiente global de aversão ao risco, que fez investidores abandonarem Bolsas e divisas emergentes para se abrigarem na moeda americana. O índice DXY - que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes - operou em alta firme ao longo do dia, acima da linha de 101,500 pontos. As divisas de países exportadores de commodities e emergentes caíram em bloco, à exceção do peso mexicano. O real, que apresentava o melhor desempenho no ano, foi quem mais sofreu.

Petróleo

Os contratos do petróleo fecharam nos níveis mais baixos das últimas duas semanas. O endurecimento de medidas restritivas na China pesaram sobre o sentimento dos operadores nesta sessão. O avanço do dólar também pressionou os ativos da commodity.

O petróleo WTI para junho fechou em queda de 3,46% (US$ 3,53), a US$ 98,54 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para o mês caiu 3,76% (US$ 3,99), a US$ 102,16 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O contrato do Brent é utilizado como referência pela Petrobras

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