Dólar inicia o dia em alta de 0,47%, cotado a R$ 3,0090

Os últimos dados da inflação brasileira devem interromper a trajetória de queda do dólar, pelo menos na abertura dos negócios desta terça-feira. Foram três índices divulgados entre a noite de ontem e a manhã de hoje, sendo que dois mostraram resultados negativos e um apontou para um cenário otimista.Os dados ruins foram apurados pelo IPC-Fipe e pela segunda prévia do IGP-M de julho. A taxa da segunda quadrissemana de julho do IPC-Fipe ficou em 0, 82% contra 0,83% no período anterior. As estimativas dos analistas variavam de 0,73% a 0,82%. O resultado do IGP-M foi ainda mais frustrante, de 1,11%, comparado a projeções que oscilavam da mínima de 0,83% à máxima de 1,07%.O dado bom veio do IPC-S, mas não está tendo força para animar os investidores, pelo menos por enquanto. O resultado, que compreende a semana encerrada em 13 de julho, ficou em 0,85%, ante 0,86% da semana anterior. A variação ficou no piso das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, de 0,84% a 0,90%.Influência dos índices de inflaçãoO comportamento da inflação tem forte influência sobre os mercados, dado que a política monetária é definida a partir do cumprimento de metas de inflação. Ou seja, para deixar a inflação dentro do pretendido, o Banco Central utiliza a taxa de juros como ferramenta. Regra geral, juros mais altos inibem o consumo e tendem a reduzir a pressão de alta sobre os preços. Por outro lado, juros mais altos prejudicam o desempenho das empresas e, por isso, têm influência negativa sobre o mercado de ações. Nesta manhã, às 10h01, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,15%.

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