Epitácio Pessoa/Estadão
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Dólar intensifica queda após anúncio de pacote de estímulo europeu

Moeda reagiu ao anúncio do BCE, de que vai injetar até € 1,1 trilhão na zona do euro, e chegou a ser cotada a R$ 2,566 

Agência Estado

22 de janeiro de 2015 | 10h21

Atualizado às 12h30

SÃO PAULO - O dólar à vista intensificou a queda e renovou a cotação mínima do dia por volta das 12 horas, ao ser vendido a R$ 2,566, em queda de 1,53%. A moeda reagiu ao anúncio do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, de que vai injetar até € 1,1 trilhão na economia para tentar tirar a zona do euro da estagnação e evitar uma deflação.

Serão € 60 bilhões por mês a partir de março, usados pela instituição para comprar papéis do tesouro dos governos europeus por pelo menos um ano, numa iniciativa que poderia durar até setembro de 2016. O bloco monetário deve crescer apenas 1,2% em 2015, flerta com a deflação e não consegue conter o desemprego.


No mercado de ações, a Bovespa intensificou a alta e passou a subir 1,58%, aos 50 mil pontos. Os papéis da Petrobrás ajudam a puxar a valorização do Ibovespa e sobem 5,92% (ON) e 5,19% (PN). 

As bolsas europeias e os futuros de Nova York também ampliaram ganhos, enquanto o euro passou a cair. Às 12h01 (de Brasília), Londres subia 0,45%, enquanto Paris avançava 0,68% e Milão ganhava 1,68%. No mercado futuro de Nova York, o Dow Jones tinha alta de 0,44%. O euro, por sua vez, recuava a US$ 1,1533. 

A medida era aguardada por líderes de todo o mundo diante do impacto que promete ter nos mercados de câmbio, no fluxo de dinheiro e no setor financeiro. Às vésperas do anuncio, as bolsas europeias já registravam a maior alta em sete anos. O BCE também manteve inalterada sua taxa de juros, nos níveis mais baixos jamais registrados, 0,05%. 

No cenário doméstico, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central  manteve o ritmo de aperto do juro básico na noite de quarta-feira. A Selic subiu 0,50 ponto porcentual, mas o BC enxugou o texto do comunicado que se seguiu à decisão, limitando-se a dizer que decidiu, por unanimidade, elevar a Selic para 12,25% ao ano, sem viés. 

Porém, por mais que o Copom tenha deixado a porta aberta até a próxima reunião, em março, o fato de o juro brasileiro continuar muito mais convidativo do que o praticado nas principais economias maduras favorece a perspectiva de que o Brasil continue servindo de porta de entrada para o capital especulativo, fortalecendo a moeda local. 

A intervenção diária do BC no mercado de câmbio também ajudou a manter o dólar em queda antes do anúncio do BCE. Foram vendidos cerca de US$ 98,4 milhões em swap cambial pela autoridade monetária (o equivalente à venda de dólares no mercado futuro), em operação integrante do programa previsto para durar até o dia 31 de março.

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