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Dólar inverte rumo e fecha em queda com vendas por bancos

O dólar não sustentou a valorização registrada mais cedo e fechou a sessão em queda ante o real, acompanhando a reversão do rumo da divisa no exterior. A venda por parte dos bancos e fluxo positivo no mercado local corroboraram o declínio nas cotações.

REUTERS

11 de agosto de 2009 | 17h13

A continuidade das perdas nas bolsas globais, contudo, impediu uma desvalorização maior.

A moeda norte-americana encerrou em baixa de 0,32 por cento, a 1,843 real na venda, após chegar a subir 0,70 por cento pela manhã.

Ante uma cesta com as principais divisas globais, o dólar caía 0,16 por cento no final da tarde.

De acordo com a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, investidores procuraram vender dólar, aproveitando o repique da divisa. "No quadro atual do câmbio doméstico, quando o dólar chega nos níveis de 1,850 real ou ultrapassa essa cotação, entram os vendedores querendo lucrar com a alta."

O operador de uma importante tesouraria em São Paulo também observou uma reversão no movimento dos bancos nesta sessão. Após comprarem na parte da manhã, o que combinado com o quadro externo amparou a alta, a expectativa de uma entrada ainda nesta sessão levou instituições para a ponta vendedora.

Vale notar que os bancos ainda sustentam posições elevadas de venda tanto no mercado futuro quanto no à vista.

Segundo dados da BM&FBovespa, as instituições bancárias contabilizavam 4,767 bilhões de dólares nessa ponta na véspera.

O operador de câmbio da B&T Corretora Marcos Forgione ponderou, contudo, que o cenário segue incerto, logo, a volatilidade permanece e qualquer notícia ruim no ambiente internacional pode influenciar as cotações do dólar.

"As forças de queda (para o dólar) ainda são maiores do que as de alta. Mas até quando? Em um momento de crise, as notícias ainda são desencontradas, elevam a aversão a risco e podem afetar o câmbio", afirmou.

Pela manhã, o dólar registrou alta, em linha com as perdas dos mercados acionários nos Estados Unidos, em realização de lucros, com as ações do setor financeiro pesando nos índices.

No Brasil, o Ibovespa seguia o movimento e mantinha-se em território negativo no final da tarde.

Segundo os números da BM&FBovespa, o volume negociado no mercado de câmbio à vista somava cerca de 2,35 bilhões de dólares.

(Reportagem de José de Castro)

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