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Dólar lidera lista de investimentos mais rentáveis de agosto

Movimento internacional de recuperação faz moeda subir 4,55% no mês e assumir liderança do ranking

Mariana Segala, da Agência Estado,

29 de agosto de 2008 | 19h04

Patinho feio entre os investimentos desde fins de 2002, quando começou a cair sem parar, o dólar liderou o ranking de rentabilidade entre as aplicações financeiras de agosto. A moeda norte-americana subiu 4,55%, na esteira de um movimento internacional de recuperação. Desde meados de julho, a cotação do dólar frente a outras moedas vem subindo, influenciada por uma visão mais otimista sobre a economia dos Estados Unidos e mais pessimista diante de outras, como as de alguns países europeus.   Veja também: Bovespa cai 1,24% e acumula perdas de 6,43% em agosto Dólar fecha o mês a R$ 1,63, com maior alta mensal desde 2006   O bom resultado de agosto fez o dólar saltar do último para o sexto lugar entre as rentabilidades acumuladas neste ano, de acordo com ranking elaborado pelo administrador de investimentos Fábio Colombo. A moeda americana ultrapassou o euro, o ouro e o Índice Bovespa, principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo. Mas a melhora não é sinônimo de boa notícia para quem investiu, pois o dólar ainda sofre com as perdas de 8% desde janeiro.   "O dólar teve um ótimo resultado no mês", reforça Colombo. "É uma opção para diversificação de portfólio, como uma forma de seguro, para investidores com perfil conservador e moderado e visão de longo prazo", sugere.   Para os pequenos investidores, no entanto, as opiniões divergem. "Não recomendo que pessoas físicas invistam em dólar, seja por meio de fundos cambiais ou comprando a moeda em espécie", opina o professor de finanças William Eid Júnior, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele aconselha a aplicação, em último caso, apenas para quem tenha, por exemplo, dívidas para quitar na moeda norte-americana no futuro. "É só uma alternativa de proteção. Trabalhar com moedas exige um conhecimento técnico muito superior que o necessário para fazer outros investimentos."   Títulos atrelados à inflação e DI   Os títulos públicos indexados ao IPCA como as Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B), vendidas no Tesouro Direto e os fundos DI foram o segundo investimento mais vantajoso do mês, com rentabilidade equivalente a um quarto da conseguida pelo dólar. Seguidos pelos fundos de renda fixa, que registraram retorno de até 1,05% em agosto, os DI se destacam como boas opções de aplicação, reforça Colombo. "Eles não correm o risco da oscilação dos juros", lembra o administrador, pois são formados basicamente por títulos públicos pós-fixados, atrelados à variação da taxa básica da economia, a Selic. "Com o recuo da inflação, os juros reais (descontada a inflação) devem ficar bem atraentes nos próximos meses."   Já o investimento em ações se mostrou o pior em rentabilidade pelo segundo mês consecutivo. O Ibovespa registra queda de 6,43% em agosto, um ponto porcentual maior que o recuo do ouro, de 5,38%, a segunda pior aplicação. O índice sofre com a volatilidade, a queda dos preços internacionais das matérias-primas (commodities) e a fuga de investidores, o que vem fazendo o volume negociado na Bolsa diminuir. Na última segunda-feira, foram negociados apenas R$ 2,581 bilhões no mercado de ações paulista o menor giro do ano, bem abaixo da média diária de R$ 5,6 bilhões de julho.

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