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Dólar mantém cautela e sobe 0,25% de olho no exterior

Moeda norte-americana fecha cotada a R$ 2,034, acumulando valorização de 8,07% em agosto

SILVIO CASCIONE, REUTERS

21 de agosto de 2007 | 16h32

O dólar diminuiu a intensidade do sobe-e-desce e fechou em alta de 0,25% nesta terça-feira, 21, em uma sessão dominada pela cautela à espera de notícias sobre a crise nos mercados de crédito. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,034. No mês, a divisa acumula valorização de 8,07%.   Enquanto isso, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mantinha a tendência de alta, subindo 1,32% às 16h50, aos 49.856 pontos.   O dólar já começou o dia em alta, influenciado pela fraqueza nos mercados internacionais. Segundo Mario Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação, houve saídas importantes de estrangeiros no início da sessão, principalmente no mercado futuro de juros e câmbio.   Paulo Fuijsaki, analista de mercado da corretora Socopa, frisou também a prudência de muitos exportadores, que esperavam uma definição mais clara antes de oferecer os dólares trazidos pelo comércio exterior.   Ao longo do dia, porém, a relativa calmaria das bolsas de valores em Nova York e a alta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) permitiram que a cotação da divisa cedesse e se mantivesse perto da estabilidade. "A gente vai passar (por) alguns dias de cautela, (temos que) esperar bastante para observar o que está acontecendo e o que pode vir a acontecer", disse Battistel.   Saída de estrangeiros   Sidnei Moura Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, avalia que "assim que a operação 'retirada de investidores estrangeiros' se acomodar, o preço da moeda americana 'derrete' rapidamente, pois a alta nada tem a ver com a crise externa" de forma direta, somente indireta.   Battistel, entretanto, afirma que a própria perspectiva de instabilidade no mercado de câmbio no curto prazo tem afastado alguns investidores. Nos últimos meses, explica, o consenso de que o dólar seguiria fraco havia reforçado a vinda de estrangeiros interessados no alto rendimento proporcionado pelos juros do País. Eles aumentavam os ganhos porque seus ativos no Brasil se valorizavam em dólar à medida que caía a cotação da moeda norte-americana.   Em meio à saída de alguns investidores, o Banco Central manteve a postura de não comprar dólares no mercado à vista. O último leilão realizado pelo BC foi em 13 de agosto, antes do auge da turbulência nos mercados. As operações, que eram realizadas há quase um ano em todas as sessões normais, ajudaram a levar as reservas internacionais acima do patamar recorde de US$ 160 bilhões.   Para Nehme, o Banco Central deve voltar a comprar divisas no mercado à vista após a acomodação do dólar abaixo de R$ 2,00. "Neste momento só estimularia mais a alta se persistisse comprando. E (também) seria totalmente fora de propósito a autoridade entrar vendendo dólares neste momento, pois a pressão é pontual e de causa conhecida", argumentou.  

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