Dólar mantém forte alta e risco Brasil ultrapassa 800 pontos

O dólar comercial encerra a primeira parte do dia no patamar de R$ 3,1280, em alta de 2,16% em relação aos últimos negócios de sexta-feira (Clique aqui para acompanhar a cotação do dólar). A cotação máxima durante a manhã foi de R$ 3,1500. O risco ? Brasil ? taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro na capacidade de pagamento da dívida do país ? ultrapassou os 800 pontos base.Quanto maior a taxa de risco, maior é a desconfiança por parte do investidor e maior é o prêmio exigido para negociação de títulos brasileiros. O patamar de 800 pontos base significa que os papéis da dívida brasileira precisam pagar um prêmio de 8,00 pontos porcentuais acima dos juros dos títulos norte-americanos, considerados sem risco.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 2,71%, às 12h24, acompanhando as bolsas norte-americanas que também operam em baixa. O índice Dow Jones, que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York, opera em baixa de 1,62% e a Nasdaq, bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet, está em queda de 1,69%.Cresce aversão ao riscoSegundo analistas, há um aumento da aversão ao risco nos mercados mundiais. Isso porque é cada vez mais forte a expectativa de alta dos juros nos Estados Unidos, cenário que prejudica a atividade econômica no mundo todo. Para o Brasil, a alta das taxas norte-americanas encarece a captação de recursos no exterior. Ou seja, governo e empresas pagarão mais caro para conseguir recursos. O resultado é o aumento da dívida do País e uma dificuldade maior para que as empresas possam investir e conseguir lucros. Além disso, juros mais altos nos Estados Unidos dificulta a exportação de produtos brasileiros para lá, o que reduz a entrada de dólares no País e prejudica o desempenho das empresas. O capital para investimento estrangeiro em ativos brasileiros também fica menor, já que é possível conseguir ganho em mercados com risco menor nos Estados Unidos. Essa conjunção de fatores diminui a disposição dos investidores em colocar recursos em países com risco que oferecem um rendimento superior em seus ativos. É o caso dos países emergentes, entre eles o Brasil que, juntamente com Turquia, Equador e Peru, lideram a queda de preço dos papéis no mercado de títulos da dívida. O C-Bond ? principal título da dívida brasileira negociado no exterior ? é cotado a 86,375 centavos por dólar. Na sexta-feira, fechou em 87,625 centavos por dólar.

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