Dólar mantém pressão de alta

A redução da taxa de juros ontem - de 18,5% para 17,5% ao ano - provocou ajustes no mercado financeiro durante toda a manhã. Nos contratos de swap, com base de 252 dias, os investidores pagaram taxa de 18,66% ao ano. Ontem, títulos com as mesmas características, pagava juros de 19,45% ao ano.No mercado de câmbio, o dólar registrou alta durante toda a manhã. Na máxima do dia chegou em R$ 1,8170 e, no final da manhã, era cotado em R$ 1,8120, com alta de 0,71% em relação ao fechamento oficial de ontem. A forte valorização da moeda norte-americana hoje reflete uma tendência de saída de dólares do País. Isso acontece sempre que a taxa de juros do Brasil cai, porque os títulos aqui ficam menos atraentes.Efetivamente, pode ou não estar saindo dólares. Não há números disponíveis. Porém os investidores antecipam os efeitos de uma redução de oferta de dólares no mercado interno, dada a expectativa, provocando uma alta da moeda norte-americana.É importante destacar que não é somente o juro que influencia o preço do dólar. São muitos fatores, inclusive a credibilidade do País no exterior. Desta forma, a primeira reação pode ser mecânica, face ao fato de os títulos brasileiros estarem menos rentáveis. Num segundo momento, se o risco Brasil cair, então podemos ter até um aumento do fluxo de dólares para o País. Mas estes são horizontes que ainda não podemos ver. Bolsas Com a queda dos juros, o mercado acionário tende a ficar mais atrativo para o investidor. Refletindo essa expectativa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a manhã em alta de 2,15% e volume de negócios em R$ 653 milhões. Em Nova Iorque, a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas do setor de tecnologia - operava no final da manhã com ligeira alta de 0,09%. O Dow Jones - que mede a rentabilidade das ações de empresas mais negociadas em Nova Iorque - computou queda de 0,18%. Elas continuam em compasso de espera, aguardando o resultado da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Os preços do petróleo continuaram em alta nos mercados internacionais, de acordo com a apuração da editora Patricia Lara. Os analistas observam que apenas uma elevação de 1 milhão de barris seria capaz de reduzir para um nível aceitável os preços do petróleo - entre US$ 28,00 e US$ 29,00 0 barril. Uma elevação de 700 mil barris por dia, colocaria os preços nos níveis de US$ 30,00 o barril.

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