Dólar mantém queda desde a abertura dos negócios hoje

O dólar comercial iniciou o dia cotado a R$ 3,1500 na ponta de venda dos negócios, em queda de 0,63% em relação às últimas operações de ontem. A moeda norte-americana oscilou até a mínima de R$ 3,1420 e, a partir daí, reduziu a queda para 0,57%, atingindo o máximo patamar do dia, em R$ 3,1520. Às 10h40, o dólar é vendido a R$ 3,1480, uma baixa de 0,69% em relação aos últimos negócios de ontem.A divulgação, no início da manhã, da taxa de inflação ao consumidor nos EUA em maio (CPI) deve pautar a abertura do dólar nesta terça-feira. Desde ontem, os mercados nacionais trabalham, principalmente, em cima das expectativas para este índice em maio (alta de 0,5%). O resultado, divulgado às 9h30, apontou inflação de 0,6%, um pouco acima das expectativas.O temor em relação ao cenário externo é de que a variação do custo de vida nos EUA fique acima das projeções, o que levará o banco central dos Estados Unidos (Fed) a concretizar a última ameaça de Alan Greenspan. Ele disse que o juro da economia dos EUA pode ter elevações abruptas. Isso seria algo acima dos quatro aumentos de 0,25 ponto porcentual cada um, daqui até o final do ano, que o mercado internacional já tinha colocado nos preços dos ativos. Atualmente o juro nos Estados Unidos está em 1% ao ano.Juros mais elevados nos Estados Unidos tendem a reduzir a atividade econômica em todos os países, já que os norte-americanos são grandes importadores. Juros mais altos restringem o consumo, o que leva o país a importar menos, prejudicando a economia de países que exportam para lá. Além disso, elevam o custo da dívida dos países que captam recursos no exterior. Juros no BrasilNesta semana, no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reavalia a Selic, a taxa básica de juros da economia, atualmente em 16,00% ao ano. Neste contexto, a elevação das taxas de inflação registrada recentemente levou o mercado a embutir no valor do dólar uma aposta de que o Copom decidirá pela estabilidade da Selic.Essa perspectiva intensificou-se ontem, depois que a Petrobras anunciou a já esperada alta de combustíveis. Segundo os primeiros cálculos dos economistas de mercado, os aumentos divulgados pela Petrobras devem ter impacto de 0,20 ponto porcentual no IPCA, sendo 0,10 ponto no mês de junho e o restante 0,10 ponto porcentual na inflação de julho.Os investidores continuam atentos a o cenário político nacional, onde as movimentações em torno da votação do mínimo ainda são o destaque. O fluxo de recursos para o mercado interno também tem sido determinante para o comportamento do dólar. Ontem, as exportações impediram uma alta superior do dólar, segundo operadores.

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