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Dólar mantém queda durante a tarde e atinge R$ 1,966

Moeda americana segue tendência de queda no exterior e é negociada abaixo de R$ 2,00 desde o início do dia

Cristina Canas, da Agência Estado,

29 de maio de 2009 | 14h47

As cotações do dólar já começaram o dia abaixo de R$ 2,00. Na abertura dos negócios, a moeda norte-americana foi vendida a R$ 1,9780 e desde então ficou em queda. Na mínima cotação do dia até o começo da tarde, o dólar foi vendido a R$ 1,966. Na máxima chegou a R$ 1,9840. Às 15h17, a moeda norte-americana é vendida a R$ 1,9700. Mais uma vez o Banco Central entrou no mercado para comprar dólares e conter a queda da moeda norte-americana.

 

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Nesta sexta-feira, o mercado de câmbio é muito influenciado pela formação da Ptax - média ponderada das cotações do dólar durante o dia. Isso porque esta taxa é usada no último dia útil do mês para o cálculo dos contratos negociados entre investidores que apostam na alta e investidores que apostam na baixa da moeda.

 

Além disso, o mercado de câmbio no Brasil segue o comportamento no exterior, com o dólar em queda de mais de 1% frente a todas as moedas, tanto de países desenvolvidos quanto de emergentes, beneficiando os vendidos.

 

"Tudo conspirou a favor dos vendidos (que apostam na queda do dólar). Os comprados (que apostam na alta do dólar) não tiveram como defender a marca de R$ 2,00, com a tendência vista no exterior", resume um especialista.

 

O único momento em que houve ameaça ao ambiente de tranquilidade, durante a manhã, foi quando saiu, nos EUA, o índice que mede a atividade industrial na região de Chicago, que registrou queda inesperada em maio, para 34,9. Em abril era de 40,1 e os economistas esperavam melhora para 42,0. Os investidores e analista também não gostaram muito da revisão do dado do PIB do primeiro trimestre de -6,1% para -5,7%. Apesar de ter representado uma melhora, a nova taxa ficou aquém do estimado.

 

Já o índice de sentimento do consumidor dos EUA subiu de 65,1 em abril para 68,7 em maio e abafou o impacto negativo dos outros indicadores. O índice sobre as condições atuais recuou de 68,3 em abril para 67,7 em maio, enquanto o de expectativas aumentou de 63,1 para 69,4.

 

Para o restante da tarde, a desvalorização pode perder um pouco da força. Um dos motivos é que a defesa por uma Ptax baixa tende a perder força. Um segundo fator é a trajetória do mercado acionário norte-americano. Desde o dado da atividade de Chicago os principais índices de ações dos EUA vacilam e, no começo da tarde, mostravam sinal negativo.

 

Vale ressaltar que nesta sexta o fluxo cambial esteve negativo, com clientes que possuem compromissos a honrar no exterior aproveitando a cotação baixa do dólar. Os operadores afirmam que a expectativa é grande para a semana que vem. O mercado estará livre da influência dos vencimentos dos contratos futuros e de swaps cambiais (troca de títulos em juros por papéis que pagam a variação cambial) e vai avaliar a real consistência do abandono da marca de R$ 2,00. De qualquer forma, para a abertura de segunda-feira, alguns já arriscam falar numa realização.

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