Dólar na mínima; PIB e captações favorecem queda

Às 15h28, o dólar comercial está cotado a R$ 2,7220 na ponta de venda das operações, em baixa de 0,95% em relação aos últimos negócios de ontem. Esta é a cotação mínima para a moeda norte-americana até este horário. O recuo do dólar é favorecido pelos dados positivos do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados hoje. Houve expansão de 6,1% no terceiro trimestre sobre o mesmo período de 2003 e de 1% sobre o segundo trimestre. A alta do PIB no acumulado do ano até o terceiro trimestre, de 5,3%, é a mais elevada desde1995. Além de registrar crescimento forte nos diversos indicadores deste ano, o PIB de 2003 foi revisado de -0,2% para +0,5%, mostrando que, diferente do que se pensava, 2003 não fechou com recessão. A grande surpresa positiva nestes dados, no entanto, veio da taxa de crescimento do investimento, que foi de 6,7% no terceiro trimestre de 2004 em relação aos três meses anteriores, e é a maior desde 1994. Ou seja, o Brasil cresce a taxas consideráveis, a expansão está sob controle, o efeito sobre a inflação é pequeno e o País está conseguindo alavancar os investimentos. Com um detalhe interessante para uma economia em desenvolvimento: a expansão do PIB no terceiro trimestre, sobre o período de três meses anterior, foi puxada pela indústria (2,8%). É o melhor dos mundos para as projeções econômicas de médio e longo prazos. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que como sempre não deixa de utilizar sua habilidade para contabilizar os dados bons da economia do País, ressaltou que o investimento cresce mais do que o dobro da renda. É mais um dado que permite apostar em recuperação econômica sustentada, sem gargalos que ameacem a estabilidade de preços e exijam rigores maiores de política monetária no futuro. Captações externas Além disso, o mercado está acompanhou com entusiasmo, na manhã de hoje, a intensificação das emissões externas em real. Esse mercado, inaugurado pelo Banco Votorantim, que anunciou emissão do equivalente a US$ 50 milhões e acabou conseguindo US$ 75 milhões, está sendo engrossado pelo Bradesco, ABN Amro e Unibanco. O Bradesco tem em curso uma operação equivalente a US$ 100 milhões, o ABN, a US$ 50 milhões e o Unibanco outros US$ 50 milhões. Ou seja, a entrada de dólares nestas captações tende a elevar a depreciação da moeda norte-americana frente ao real.

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