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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Dólar não pára de subir: R$ 2,3150 hoje

Não houve nada de novo, e exatamente por isso o dólar voltou a subir com força, atingindo a cotação máxima na história do real no fechamento dos negócios, apresentando alta de 1,27% em relação ao fechamento de sexta-feira. Os juros acompanharam a alta e a bolsa caiu (veja os números dos mercados abaixo).Aumenta o nervosismo com a situação da Argentina e com a crise energética. O governo em Buenos Aires tem pouco tempo para adotar um pacote de medidas coerentes e factíveis que convençam os investidores de que está comandando uma recuperação econômica. O país está em recessão há 34 meses, com o câmbio fixo sobrevalorizado e déficit nas contas do governo fora de controle. O acordo fechado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) é baseado em metas consideradas irrealistas e os credores queixam-se da falta de garantias. Ainda falta também a conclusão das negociações de reestruturação da dívida de curto prazo da Argentina com bancos internacionais, cujos detalhes são aguardados com ansiedade pelo mercado, mas só devem ser divulgados nas próximas duas semanas. O problema é que o governo precisará captar recursos no mercado para cobrir seu déficit no terceiro trimestre. O relógio está correndo contra o país, e os mercados temem cada vez mais que o governo não consiga superar as dificuldades e seja incapaz de fechar as contas, o que levaria a uma moratória, com graves conseqüências também para o Brasil.Crise energética aumenta o nervosismoA 15 dias do início da contenção de consumo de energia, o governo ainda não divulgou as medidas a serem adotadas, dando pouco tempo para empresas e consumidores se organizarem de modo a minimizar o impacto da falta de energia. Além disso, faltam dados para avaliar o tamanho da crise e seus impactos na economia. Deve haver pressão inflacionária e queda na produção, reduzindo as projeções do mercado para o desempenho da economia no ano. Outra preocupação é que o governo comece a liberar recursos em maior escala para financiar o aumento do fornecimento de energia no Sudeste. Como esses são investimentos muito vultosos, teme-se que o ajuste fiscal fique comprometido. Enquanto perdurarem as dúvidas em relação à crise energética, os mercados devem continuar muito sensíveis ao noticiário.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,3150, com alta de 1,27%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 23,100% ao ano, frente a 22,400% ao ano sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,77%. O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em queda de 0,91%. Nos Estados Unidos, a expectativa é grande pelo resultado da reunião bimestral do Fed - Banco Central norte-americano -, que termina amanhã. Espera-se que a taxa de juros básica, atualmente em 4,5% ao ano, seja reduzida em meio ponto porcentual. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,52%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 1,21%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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