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Dólar não sustenta alta e cai a R$ 1,73 em dia esvaziado

Na semana, a queda da moeda no balcão é de 2,30%, enquanto em todo o ano 2009 o recuo já acumula 25,61%

Taís Fuoco, da Agência Estado,

09 de outubro de 2009 | 17h06

Em dia de agenda esvaziada pela proximidade de feriados no Brasil e nos Estados Unidos na segunda-feira, o mercado de câmbio registrou poucos negócios e certa cautela depois da queda expressiva dos últimos dias e de tantas discussões sobre o patamar de depreciação da moeda americana. Afinal, o mercado ainda tem muitos momentos de dúvidas antes de se atirar de cabeça aos ativos de maior risco ou de pensar em abandonar a moeda que há tanto tempo serve de reserva internacional. No mercado à vista, o dólar pronto na BM&F fechou a R$ 1,736, na mínima e com recuo de 0,08%, enquanto no balcão a queda foi de 0,12%, a R$ 1,7370, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7450 e a mínima de 1,7360.

 

Na semana, a queda da moeda no balcão é de 2,30%, enquanto em todo o ano 2009 o recuo já acumula 25,61%. O giro das operações com liquidação em dois dias (D+2) no mercado à vista perto das 17 horas era de US$ 2,235, próximo, portanto, dos US$ 2,175 bilhões desta última quinta-feira, 8, no mesmo horário. No mercado futuro, o contrato de novembro 2009 - o mais líquido - tinha ligeira alta (0,03) perto das 17 hs, a R$ 1,7435.

 

O fato de boa parte dos traders já ter abandonado as mesas depois do almoço, rumo ao feriado, fez com que a divisa tivesse um dia bastante atípico no mercado doméstico de câmbio, descolado da alta das bolsas - aqui e no exterior - e do avanço do dólar frente a outras moedas.

 

Por aqui, o dólar abriu em alta acompanhando o cenário externo e as declarações de Ben Bernanke nesta última quinta-feira sobre a retomada do aperto nos juros naquele país - ainda que não exista data para isso acontecer. Mas a valorização não se sustentou e, em mais de um momento, a divisa ficou no zero a zero.

 

"O dia não teve nenhuma notícia relevante, nenhum indicador, nada de novo, está um dia morno, neutro", resumiu Paulo Petrassi, gerente de renda fixa da Leme Investimentos. "O dia está fraco, a maioria dos traders já deixou de operar depois do almoço", afirmou outro profissional.

 

Além do clima de feriado prolongado, o único dado que veio dos Estados Unidos foi melhor que o esperado. O déficit comercial dos EUA caiu para US$ 30,71 bilhões em agosto, enquanto economistas consultados pela agência Dow Jones previam, em média, aumento do déficit para US$ 33,6 bilhões.

 

De qualquer forma, a discussão sobre os rumos do dólar continuam. O diretor executivo da NGO Corretora, Sidnei Nehme, por exemplo, acredita em uma atuação mais agressiva por parte do BC nas compras diárias, o que pode elevar as reservas em cerca de US$ 55 bilhões até dezembro de 2010, disse ele ao jornalista Ricardo Leopoldo (veja nota das 14h51).

 

O BC informou nesta sexta-feira, 9, que as reservas internacionais subiram US$ 5,021 bilhões ontem, atingindo US$ 231,589 bilhões, no conceito de liquidez internacional. A alta reflete a compra de dólares realizada pelo BC no último dia 6, dia em que foi divulgado o resultado da oferta de ações do banco Santander, confirmando a suspeita dos operadores de que o BC tenha absorvido boa parte dos dólares que ingressaram no mercado com o IPO. Na quarta, as reservas já haviam subido US$ 1,5 bilhão, refletindo, além das compras de dólares, a captação externa que o Tesouro Nacional fez nos EUA e Europa, de US$ 1,250 bilhão em Global 2041, e mais US$ 25 milhões na Ásia.

 

Já Ovídio Soares, operador de câmbio da Finabank, afirma que a estratégia do BC de fazer compras diárias "é como dar água com açúcar para quem está na UTI", ou seja, o efeito é muito pequeno. Ele lembra que as recentes quedas da moeda americana ante o real não são fruto de especulação, mas, sim, resultado da credibilidade do País e de seus atrativos aos investidores em um momento de recuperação de crise global.

 

Por isso,não vai ser fácil controlar a entrada de recursos que fatalmente virá, através de captações no exterior ou emissão de ações que atraiam o investidor estrangeiro à Bovespa. Além disso, pondera Soares, "ninguém sabe qual é a cotação ideal".

 

A fala de Bernanke e a redução do déficit comercial americano serviram para impulsionar o dólar na relação com outras moedas. Perto das 16h45, o euro caía 0,14%, a US$ 1,4702, enquanto a libra perdia 1,12%, a US$ 1,5838, e o dólar ganhava 0,73% ante a divisa japonesa, a 89,83 ienes.

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