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Dólar interrompe seis altas seguidas e volta ao patamar de R$ 3,20

Correções motivadas pela ação do Banco Central impactaram a moeda americana; Bolsa teve leve queda de 0,11%, aos 59.098 pontos, mas acumula ganho semanal de 1,73%

Ana Luísa Westphalen, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2016 | 14h12

SÃO PAULO - Após seis sessões de valorização, o dólar fechou em queda de 1,03% nesta sexta-feira, 19, e voltou ao patamar de R$ 3,20. O desempenho no mercado de câmbio reflete a redução da oferta diária de contratos de swap cambial pelo Banco Central e movimentos de realização de lucro, o que ofuscou a alta da moeda norte-americana no exterior e de preocupações com os rumos fiscais do Brasil.

Nesta sexta-feira, a Receita Federal divulgou que a arrecadação continuou em marcha lenta em julho. O recolhimento de impostos e contribuições federais somou R$ 107,416 bilhões no mês passado, uma queda real (inflação) de 5,80% na comparação com o mesmo mês de 2015. Em relação a junho, houve um aumento de 8,90% na arrecadação. O mês passado registrou o pior desempenho para meses de julho desde 2010. 

Bolsa. Os investidores preferiram ficar de fora da Bolsa nesta sexta-feira e o Ibovespa terminou de lado, mas conseguiu encerrar a semana no azul, com ganho de 1,37%. A pressão negativa veio dos mercados acionários em Wall Street, onde o dia foi de realização em meio a dúvidas sobre os próximos passos do Federal Reserve. O petróleo também deu sinais de fraqueza após seis sessões de recuperação, o que, por aqui, pesou nos papéis da Petrobras. Por outro lado, as ações da Vale subiram cerca de 1,0% e ajudaram a reduzir as perdas do índice à vista, em meio a negociações para venda de minério de ferro para uma instituição chinesa pelo período de 30 anos. O investimento seria da ordem de US$ 9 bilhões. No campo político, há expectativa pelo desfecho da reunião do presidente em exercício, Michel Temer, com parlamentares e ministros para discutir o andamento do ajuste fiscal. Segundo operadores, com a proximidade da conclusão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o mercado espera um posicionamento mais firme do governo Temer em relação à situação fiscal do País.

O Ibovespa terminou esta sexta-feira em queda de 0,11% aos 59.098,92 pontos, depois de passar praticamente todo o pregão em território negativo. Na mínima, foi aos 58.599 pontos (-0,96%), enquanto num breve momento de alta chegou a subir 0,12%, aos 59.240 pontos, na máxima. O volume financeiro somou R$ 5,49 bilhões. No mês de agosto, a Bolsa acumula ganho de 3,13%, e no ano, valorização de 36,33%.

Mercado de ações. As ações da Petrobras terminaram em queda de 0,79% e 0,70%. No exterior, os contratos futuros de petróleo fecharam sem direção definida nesta sexta-feira, depois de seis pregões seguidos de valorização amparada na possibilidade de um acordo de congelamento na produção entre grandes exportadores.

Na contramão, os papéis da Vale subiram 0,85% (ON) e 1,32% (PNA), depois da notícia de que o China Investment Corporation (CIC) negocia a compra de parte da produção futura de minério de ferro da companhia por 30 anos. Segundo projeção do UBS, o negócio corresponde a entre 350 milhões e 420 milhões de toneladas da produção anual da Vale e o investimento seria da ordem de US$ 9 bilhões. / COM REUTERS

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